<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667</id><updated>2012-01-28T13:55:06.223Z</updated><title type='text'>Wolven Soul</title><subtitle type='html'>"The Wild and the wilderness. And the blood of prey."
Prowlers 2, Laws of Nature</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-5331153011580624407</id><published>2006-12-12T19:25:00.000Z</published><updated>2008-12-10T13:01:31.293Z</updated><title type='text'>O Ódio dos Esquecidos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MKNVT5lDEHE/RX8E_7DHwmI/AAAAAAAAAAM/Z7g01bidOCs/s1600-h/Sell+Your+Soul+(watermark).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5007726806888333922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MKNVT5lDEHE/RX8E_7DHwmI/AAAAAAAAAAM/Z7g01bidOCs/s320/Sell+Your+Soul+(watermark).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pede-lhe um beijo antes de ir dormir. Um beijo de boa noite, dois aliás - um em cada bochecha, um para cada face que ele pode ter. Ela já se esqueceu da outra face vincada, aquela face enraivecida. Beija agora a figura que sempre conheceu, aquela figura que lhe inspirava confiança. Afasta-se devagar, um último olhar antes de mergulhar na penumbra do corredor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Vais aprender desta vez! Eu avisei-te!"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sente uma pancada nas costas. Ela olha para trás, mas não vê nada para além do escuro. Pensa em acender a luz: está ali tão perto, bastaria um roçar da mão para acendê-la e verificar se haveria ali alguma coisa ou não. Mas tem medo... Medo que esteja ali de volta, medo de ver. Passo a passo, entra com cautela no quarto e fecha a porta atrás de si, trancando-se num cubo de escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Abre essa maldita porta! Se não abres a merda da porta, nem sabes o que te faço!"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num ímpeto, ela acende a luz. O coração bate com força, a respiração descompassada. "Não, não está aqui. Nunca esteve aqui nada, nunca esteve aqui ninguém...". Continua a sentir receio. Não sabe do quê, não se lembra do quê, apenas sabe que dormir a ajudará a esquecer o medo. Olha-se ao espelho, e vê um inchaço na face. Com a mão, perscruta os seus traços, tentando encontrar aquilo que vê. Não sente nada e pensa consigo própria que estaria provavelmente a alucinar. Tanta coisa tinha acontecido naquele mês, tanta coisa condensada num espaço de tempo tão curto. Despe a camisola, pensando no quão acolhedora era a cama atrás dela... E de relance, vê no espelho uma faixa no estômago ganhar um tom azul arroxeado. Tal visão traz-lhe fragmentos de imagens de desespero que já tinha visto algures no passado: com a aflição, começa a despir-se, com curiosidade e receio daquele espelho. Anda três passos e tropeça no tapete. Atordoada, levanta-se e desaperta o botão das calças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Onde raio é que andaste este tempo todo?"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Puxa-as devagar para baixo, sendo cada centímetro incólume um alívio. As calças ficam presas à altura do joelho. Ela insiste, e estas acabam finalmente por ceder, caindo por completo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Larga-a! Larga-a! Deixa-a!"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As vozes que ouvia, as vozes! As vozes eram bem reais, as vozes estavam ali, ela conseguia ouvir. Levanta o olhar aos poucos. Ligaduras no pé direito. O joelho esquerdo esfolado. O estômago dorido, e um inchaço na face. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"ABRE A PORRA DA PORTA!"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Subitamente, todas as dores juntaram se numa só e gritaram com ela. Um grito que pouco depois emudeceu, quando o seu corpo caiu inerte no chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um grito mudo que é o ódio dos que esquecem. O ódio que os esquecidos sentem mas já esqueceram. O ódio que os esquecidos não querem esquecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ódio agudo e mudo que os faz lembrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-5331153011580624407?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/5331153011580624407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=5331153011580624407&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/5331153011580624407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/5331153011580624407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2006/12/o-dio-dos-esquecidos.html' title='O Ódio dos Esquecidos'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MKNVT5lDEHE/RX8E_7DHwmI/AAAAAAAAAAM/Z7g01bidOCs/s72-c/Sell+Your+Soul+(watermark).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-116163637166268641</id><published>2006-10-23T21:38:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T21:46:11.680+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os olhos brilham ao vislumbrar-te. O coração bate mais depressa, pulsando vida. Apanhas-me a mão e seguras-la com força, para que não me perca neste caminho novo.&lt;br /&gt;Consigo sentir um tremor na tua mão, algo te incomoda, algo nos impede de percorrer esse novo trilho sem sentir um calafrio na espinha de vez em quando. Olho para trás uma última vez. Nunca mais. Viro costas a um campo de batalha, como uma guerreira que se apercebe que a luta que travava não fazia sentido, deixando de ver os ideais pelos quais guerrilhava como sendo reais. Uma guerreira que, agora longe do campo de batalha, observa a paisagem. Ruinas de cidades imaginárias e sangue derramado em vão - para esquecer ou guardar? Tanto faz. De qualquer forma, o que se esquece desaparece, o que se guarda nos reconditos da memória ganha pó e transforma-se nele.&lt;br /&gt;Seguro a tua mão com mais força ainda: não quero que me largues, não quero que me deixes sozinha a observar a paisagem. Quero que me leves para longe, longe, tão longe... E esse longe está à distância de um passo. Basta um passo para não ver mais essa paisagem, apenas um passo nesse caminho desconhecido para não me relembrar das feições do desespero e da fádiga.&lt;br /&gt;Bastou um passo para perceber que o que achava que era realidade era ilusão, e me mostrares que o que pensava que não existia se podia viver. Sempre um passo em frente ao outro, sem olhar para a linha do horizonte que divide o presente do passado e do futuro. Dessa linha em diante, sou feliz sem procurar sê-lo. Caminho em frente, de mãos dadas contigo, sem nunca largar, palmilhando, de olhos vendados, um percurso de toques de veludo, palavras doces e aromas indescritíveis. Um passo em frente ao outro, sem saber o que virá.&lt;br /&gt;Porque algures no tempo uma vozinha disse-me que o mundo era nosso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-116163637166268641?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/116163637166268641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=116163637166268641&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/116163637166268641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/116163637166268641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2006/10/os-olhos-brilham-ao-vislumbrar-te.html' title=''/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-115317448053158496</id><published>2006-07-17T23:11:00.000+01:00</published><updated>2006-07-17T23:16:43.300+01:00</updated><title type='text'>Afinal, a culpa é do mundo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Matem-me, tirem-me daqui. Levem-me para lá, onde tudo é fogo frio, para qualquer lado, menos deixarem-me aqui...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não preferes ficar?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prefiro. Não, não quero, quero sair, abandonar, deixar tudo para trás, tudo..!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E todos?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. As minhas memórias, ele, não os posso deixar... Mas é melhor. é melhor assim, leva-me, dá-me uma dessas tuas asas rasgadas, já que sou um dos teus...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não esperes piedade da minha parte. Não preferes antes, culpá-lo a ele..? Não seria ele que precisa da minha asa..?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, ele! Ele é que é o culpado, ele é que nos fez isto, ele é que me aperta o pescoço, me tira o ar, me mata, me matou!... Não! Não, eu tenho culpa, sou eu, eu... eu é que nasci.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E pediste para nascer?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, claro que não. Para quê nascer, se é para conversar contigo, demónio?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Nem devias ter nascido, tens razão, tu tens a culpa!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terei? Pois tenho... e não me consigo livrar dela. Por causa de ti, tu! Tu é que provocaste isto, tu é que me lixaste, me tiraste tudo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu?! Não tirei nada, querida. TU é que fizete tudo pelas tuas próprias mãos."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, não fiz! Tu é que me iludiste, tu é que foste segredar burburinhos aos ouvidos dos outros, ele é que me tramou, a mim, a nós!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tens a certeza? E esses burburinhos... vieram de onde, minha doce diaba?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cala-te. Cala-te! Jão não te posso ouvir mais! Afinal, de que lado estás?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Do meu."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai-te, demónio, sai!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Já não precisas de mim?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. Ou... fica. Fica! Leva-me. Leva-me daqui, porque eu tenho culpa... Tens razão, fui eu, leva me contigo, dá-me essa asa, dá-ma...!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Serás mesmo tu a culpada? Não era ele? Não era eu?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou eu. Acabaste de mo dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E acreditas em mim?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em quem mais poderia acreditar agora? Já acredito em tudo, até em ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pois... Agora já acreditas em tudo. O que vale é que ainda não acreditas ali no velho barbudo..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cala-te. Não acredito nele, e tão pouco em ti! Só acredito que estou agora estou a ouvir-te.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Então acreditas em mim!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi para isto que vieste? Então vai te embora, já que não me levas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas acreditas em mim ou não?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai-te!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Acreditas?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Larga-me!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Acreditas??"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acredito! Agora sai!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Então acredita que ele é o culpado."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então não era eu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não ouviste o que eu disse? EU sou o culpado."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espera. Afinal, quem é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não és tu, acredita em mim. Sou eu. Ou não, afinal é ele. Ou talvez não. Se calhar somos todos nós. Ou todos eles! Quem sabe? Acreditas em mim, não acreditas?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pára, criatura, pára! Vieste cá para quê, se não me levas? Leva-me de uma vez por todas! Se não vens cá fazer nada, não me deixes mais confusa do que já estou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas tu acreditas em mim, as minhas palavras não podem ser confusas! São a mais pura da verdades, se acreditares em mim, não é verdade?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai-te, não acredito em ti, não!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pois só te ofereço a verdade: é ele, sou eu também, são todos eles menos tu! Sim, amor... menos tu. Tu, meu doce, só tens a culpa de existir, a culpa de cada passo te ter levado ao que gosto de chamar o presente momento instantâneo do Agora! Aquele Agora que já passou. Talvez, assim, sejas tu... Não, não, filhas, não me olhes assim, tu não tens culpa, não, são eles, sou eu, são eles que não te entendem, tu tens o coração puro, eles é que não entendem... Não entendem a tua culpa! Vem, vem comigo, meu doce, não tens nada aqui, só olhares, vem, vem...! ...então? Não vens?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não sei. Já não sei. Ele tem culpa, tu tens culpa, mas eu não. E nisto tudo, afinal eu sou a maior culpada. Eu e todos eles. Ou se calhar és mesmo só tu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-115317448053158496?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/115317448053158496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=115317448053158496&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/115317448053158496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/115317448053158496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2006/07/afinal-culpa-do-mundo.html' title='Afinal, a culpa é do mundo.'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-115308684485335437</id><published>2006-07-16T22:53:00.000+01:00</published><updated>2006-07-16T23:01:41.626+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordo e procuro-te aqui ao meu lado. Estico o braço, percorrendo algumas milhas de lençol, mas apenas encontro um deserto de tecido cor de laranja. Cheiro o ar quente da manhã, procurando por este quarto, um pouco daquela essência na qual me perco tanto tempo...&lt;br /&gt;Sinto de repente o peso da saudade, um desejo enorme de te ter junto a mim, poder continuar a dormir mais um pouco com a consciência de que estavas ali ao meu lado. Embora não o estejas. Estás agora a quilómetros de distância, algures por lados onde a minha vista nunca alcançou... Não posso, portanto, sequer imaginar o que fazes, onde estás, o que te rodeia. Não sei precisar a cor dos grãos de areia que agora pisas, não sei medir a intensidade das ondas que te tocam enquanto te diriges para o mar. Nem tão pouco sei se o fizeste.&lt;br /&gt;No entanto sei, com toda a certeza, que essa distância, aliada à saudade que me abafa, não muda em nada aquele sentimento que ambos sentimos. Sei que, mesmo não conseguindo imaginar os teus passos, nem sentindo o cheiro do teu perfume no teu pescoço, sentes a mesma vontade que eu, de me aninhar nos teus braços e procurar estar segura, procurar aquela paz, da unica maneira que sei, que é estar contigo.&lt;br /&gt;Tu ali, e eu aqui... e o amor é o mesmo nos dois sítios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-115308684485335437?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/115308684485335437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=115308684485335437&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/115308684485335437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/115308684485335437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2006/07/acordo-e-procuro-te-aqui-ao-meu-lado.html' title=''/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-114694192566420490</id><published>2006-05-06T19:57:00.000+01:00</published><updated>2006-05-06T19:59:08.506+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um sonho. Teria sido tudo um sonho?&lt;br /&gt;Desde aqueles encontros furtivos de noite, teria continuado a sonhar?&lt;br /&gt;Dias felizes. Dias infelizes. Sonhos. Pesadelos.&lt;br /&gt;Acordei. E o sonho fugiu, nada do que parecia ter vivido era real. Tudo se tinha transformado numa vida que outrora sonhara. Tudo se comprimira em simples lembranças, agradáveis e dolorosas.&lt;br /&gt;Porque sim, meu Anjo, continuas a ser quem és... Um anjo. E acordei do sonho que me tinhas dado, um sonho onde nos reunias a nós, onde criaste uma ponte entre esses dois mundos.Mas essa ponte foi quebrada. Por quem, não o sei. Por mim, por um pedaço de tijolo que caiu e provocou a queda dessa ponte..? Apenas sei que não pode haver tal sentimento entre Anjos e mortais, muito embora, cá de baixo, ainda chame por ti, mesmo que de outra forma.&lt;br /&gt;Peço desculpa se não consegui ganhar asas como as tuas... Mas apenas me foi dada força para continuar e seguir em frente, rodeada por outros comuns mortais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(E pronto... desculpem se este texto não está assim grande coisa, mas foi o que me saiu no meu diário dia 19 de Abril, e precisei de o por aqui. Afinal, tinha que concluir isto de uma maneira ou de outra, mesmo que fosse dando-lhe uma continuação. Mas parece que acabei por encerrar esta história.Só tenho uma coisa a dizer: os textos não acabam aqui! Afinal, a vida continua por entre os comuns mortais...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-114694192566420490?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/114694192566420490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=114694192566420490&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/114694192566420490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/114694192566420490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2006/05/um-sonho.html' title=''/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-113727398614268033</id><published>2006-01-14T21:22:00.000Z</published><updated>2006-01-14T21:28:20.653Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Grito, do mais fundo que a minha garganta permite, para que me deixem sair. Puxo a maçaneta, tento rodá-la para escapar, mas foge me por entre os dedos, as mãos escorregam quanto mais força aperto. Arranho a porta com fúria e desgasto as unhas até apenas restarem vestígios destas, presa na ilusão de que conseguiria furar a porta e fugir...&lt;br /&gt;Grito, grito, grito! Mas ninguém me ouve. Ninguém quer ouvir o restolhar dos meus dedos na porta arranhada. Ninguém me devolve a chave que me prende pelo lado de fora...&lt;br /&gt;Choro, mesmo sabendo que ninguém me ouve. Choro, por saber que ninguém me ouve. Porque não lhes iria entregar a vitória numa bandeja assim tão facilmente...&lt;br /&gt;Mordo os lábios para impedir as lágrimas de sair. Se me ouvirem, não quero que me ouçam... Volto de novo para a porta, cravo as unhas nessa maldita porta. Sinto o sabor do sangue na minha boca, mordo com mais força para esquecer a dor nos dedos enquanto arranho. Bato, solto gritos impotentes.&lt;br /&gt;Chamo, baixinho, por ti.&lt;br /&gt;"Meu Anjo..."&lt;br /&gt;A doçura do teu nome acalma-me, sinto dentro de mim uma resposta, algo que me mostra que estás comigo. A tua voz forte...&lt;br /&gt;...do outro lado da porta.&lt;br /&gt;Quanto tempo mais a arranhar esta barreira que nos separa, torná-la em milhões de pequenas lascas para que, pelo menos, me possas agarrar a mão?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-113727398614268033?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/113727398614268033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=113727398614268033&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/113727398614268033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/113727398614268033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2006/01/grito-do-mais-fundo-que-minha-garganta.html' title=''/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-112871014064878640</id><published>2005-10-07T19:35:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T19:38:43.386+01:00</updated><title type='text'>Rosa amarela</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/1024/ID-3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/400/ID-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escondidas por entre um ramo de rosas escarlate, senti as rosas amarelas da traição... Um roçar de lábios, suave como pétalas, fogo fátuo, desespero carnal que te possuiu... Pequenas rosas amarelas dissimuladas num mar de amor. Pequenas rosas traiçoeiras, cheias de remorso e culpa. Os dedos, ensanguentados, ao apertar esses espinhos fortes, a flor da cor do ouro mostrando-me os seu poder...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha-te avisado... Avisei-te que o perfume dessa rosa era um presságio de dor e sofrimento... Mas preferiste render-te aos seus encantos, ignorando os espinhos que agora me atravessam a alma. Choro de dor ao sentir as pontadas, gemo em silêncio, grito, perdida por te ter perdido. Por te ter perdido nesses minutos em que, embriagado pelo desejo, te entregaste à doçura do seu aroma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Doce veneno, que me persegue, me mata de ciúme. Veneno que te acompanha, ao qual és imune, que transportas até esta ferida que volta a dilacerar-se. E a cada rosa amarela, a cada pétala dourada, assalta-me a imagem desse impulso do qual tiveste consciência demasiado tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://moonhuntress.deviantart.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Natacha N. Lima&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-112871014064878640?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/112871014064878640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=112871014064878640&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112871014064878640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112871014064878640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/10/rosa-amarela.html' title='Rosa amarela'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-112585985285228367</id><published>2005-09-04T19:46:00.000+01:00</published><updated>2005-09-04T21:39:13.376+01:00</updated><title type='text'>Saudade...</title><content type='html'>Adormeci, sem querer, agarrada a um pequeno teu reflexo... Não queria ter adormecido, preferia ter ficado acordada, os olhos presos na tua lembrança... Porque a saudade mata, a saudade persegue-me, como uma corrente arrastando-se aos meus pés. Tento fugir, tento partir, viajar com os meus sentimentos para outro lugar, para um mundo onde a saudade não exista, esse demónio que teima em não me deixar...&lt;br /&gt;Mas não consigo. Não consigo porque não quero... Porque o demónio da saudade também é um ser de duas faces, transformando-se num ente angelical ao tornar-se em mais uma forma de me sentir mais perto de ti, mais um meio, mais um pretexto para te lembrar, para te querer, para te amar, dessa maneira quase doentia, meio obcessiva... Que me faz recordar todos os momentos, todos os toques... O sentir-te ao meu lado, o leve roçar da tua pele na minha, o sussuro de palavras que me tocam a alma, os olhares meigos...&lt;br /&gt;...acordei. Ainda tinha a tua fotografia na palma da minha mão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-112585985285228367?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/112585985285228367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=112585985285228367&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112585985285228367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112585985285228367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/09/saudade.html' title='Saudade...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-112111544193020165</id><published>2005-07-11T21:56:00.000+01:00</published><updated>2005-07-11T21:57:21.936+01:00</updated><title type='text'>Auto da Barca do Inferno II (texto livre)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Só um aviso... Este texto não tem nada a ver com o género dos outros textos que é costume por aqui no Wolven Soul. Foi só mesmo para imortalizar estes dois achados que julgava perdidos por entre a desarrumação arrumada do meu quarto...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(chega um homem com má aparência, a roupa aos farrapos, os olhos meio revirados, à Barca do Inferno.)&lt;br /&gt;Traficante: Está aí alguém dentro desse barco em chamas?&lt;br /&gt;Diabo: Ai, sejas bem vindo, meu caro vendedor de desejos! Tens algum pacotinho para mim?&lt;br /&gt;Traficante: Só se pagares. Esta ervinha terrestre é da boa. No caminho até cá não vi nada que se parecesse com ela.&lt;br /&gt;Diabo: Ofereço-te uma viagem em troca desse saquinho que tens escondido no sapato.&lt;br /&gt;Traficante: Mas... Mas quem és tu? Não és aquele que nos leva a todos para um lugar onde nem o cheiro da doce erva faz efeito?&lt;br /&gt;Diabo: Sou, sim. Por isso te peço para provar um pouco disso. Parece-me bom.&lt;br /&gt;Traficante (atrapalhado): Mas... Eu não posso ir nesse barco, então. Sem o meu mundo, não irei. Sem os sonhos que tenho de dia, não vou. Quero ir a um sítio onde possa partilhar os prazeres da coca com os outros.&lt;br /&gt;Diabo: Ainda esperas entrar naquela além?&lt;br /&gt;Traficante: Talvez vá. Mas nesta não entro. Não sem garantias de que poderei voltar a sentir aquela pica quando a coca faz efeito.&lt;br /&gt;Diabo: Experimenta. Mas olha que não há nada melhor do que um bom cruzeiro. E mais! Essa barca de pesca ao lado não te servirá, se o que pretendes é partilhar esse êxtase com os outros.&lt;br /&gt;Traficante: Porquê?&lt;br /&gt;Diabo: São poucos os que lá entram. E desses poucos, são todos puros. Nunca provaram nada disso.&lt;br /&gt;Traficante: Não há problema. Também tenho pastilhas para os fracotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(dirige-se à barca do Anjo)&lt;br /&gt;Traficante: Ó Anjo, minha doce heroína!&lt;br /&gt;Anjo: Heroína?! Também tencionas contaminar os de cá?&lt;br /&gt;Traficante: Contaminar? Eu venho espalhar a felicidade, os momentos de êxtase, os prazeres simples que se escondem numa seringa!&lt;br /&gt;Anjo: Os teus prazeres, guarda-los para ti! Nesta barca, não entrarás!&lt;br /&gt;Traficante (segredando ao ouvido do Anjo): As primeiras doses são por minha conta...&lt;br /&gt;Anjo: Basta! Seu inconsciente! Não percebes que essa folia te consome?&lt;br /&gt;Traficante: Claro que consome... Todas as minhas dificuldades... Todos os meus receios... Queres?&lt;br /&gt;Anjo: Afasta-te de mim! Tentações do pecado, leva-as ao Diabo!&lt;br /&gt;Traficante: Já as levei. Mas ele quer levar-me para um sitio onde nada faz efeito.&lt;br /&gt;Anjo: Pobre criatura... E o que é isso? Apenas uma seringa?&lt;br /&gt;Traficante: Tenho mais nos bolsos de trás e nos sapatos... Pó puro...&lt;br /&gt;Anjo: Afasta-te! Pecador! Blasfémia! Filho do Diabo... tens mesmo a certeza que isso é bom? Sê discreto e esconde-te ali debaixo da rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Texto mais estúpido de sempre.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-112111544193020165?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/112111544193020165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=112111544193020165&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112111544193020165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112111544193020165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/07/auto-da-barca-do-inferno-ii-texto.html' title='Auto da Barca do Inferno II (texto livre)'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-112111410416459760</id><published>2005-07-11T21:33:00.000+01:00</published><updated>2005-07-11T21:35:04.176+01:00</updated><title type='text'>Auto da Barca do Inferno I (episódio do Fidalgo)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Voltando à mansão do Fidalgo com a pesada cadeira às costas, o Pajem não escondia um sorriso malicioso nos lábios. Cantarolava baixinho, não se importando com o peso que carregava. Outro pajem observava apático aquele cenário: nunca um pajem tinha rido com tanta vontade!&lt;br /&gt;- De que rides vós? – perguntou, após o Pajem se ter acalmado.&lt;br /&gt;O Pajem não respondeu. Pelo contrário, assentou bem a cadeira no chão e sentou-se. Ricanava, lembrando-se do que se tinha passado no cais.&lt;br /&gt;- Porque tardastes tanto?&lt;br /&gt;Pera onde fostes? – insistiu o pajem.&lt;br /&gt;- Nosso fidalgo pera a ilha perdida remará!&lt;br /&gt;Servir Satanás irá&lt;br /&gt;Pera o mundo do fogo ardente.&lt;br /&gt;- De que rides, que pensa tua mente&lt;br /&gt;Se nosso Fidalgo tem tão triste fim?&lt;br /&gt;- Sua mulher, de tristura não perece!&lt;br /&gt;- Não zombais, ela não merece!&lt;br /&gt;Nom t’entendo, de que rides,&lt;br /&gt;Senão da tristura de nosso Fidalgo?&lt;br /&gt;- De sua má sorte, com certeza!&lt;br /&gt;Não acreditais também que a Senhora morre por ele, pois não?&lt;br /&gt;Vos lembrais daquele cavaleiro que cá passou?&lt;br /&gt;No seu ombro a Senhora chorou!&lt;br /&gt;- Porque escarneceis tanto de nosso Fidalgo?&lt;br /&gt;- Mui escarneceu ele de nós.&lt;br /&gt;Por agora, remará, lembrando-se assim dos males que causou.&lt;br /&gt;- Que cousas me contais!&lt;br /&gt;- E vós não sabeis de tudo!&lt;br /&gt;- Que mais encontrais para zombar?&lt;br /&gt;- De nosso Fidalgo que foi na naviarra de Lúcifer embarcar!&lt;br /&gt;- E sua cadeira, porque lá não ficou?&lt;br /&gt;- O Arrais não a aceitou.&lt;br /&gt;E nosso Fidalgo ainda queria&lt;br /&gt;Algo que defendesse sua senhoria!&lt;br /&gt;Julgava que por fidalgo de solar ser&lt;br /&gt;Dos seus pecados o iriam absolver!&lt;br /&gt;- E ainda ricanais?&lt;br /&gt;- Desde que parti daquele cais!&lt;br /&gt;Nosso Fidalgo cometeu tanta travessura&lt;br /&gt;Que o seu lugar por aqueles lados perdura!&lt;br /&gt;Inda ele a entrar se recusou&lt;br /&gt;Mas para o batel infernal o Anjo o enviou!&lt;br /&gt;Ad vitam aeternam* por lá ficará&lt;br /&gt;A esta hora... no Inferno está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Do Latim: para a vida eterna, para todo o sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Nas minhas arrumações de quarto encontrei este texto e o outro... Os dois referentes ao Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente. Podem não estar lá muito bons, mas na altura – há um ano! – deu-me um gozo enorme escrever estes textos...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-112111410416459760?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/112111410416459760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=112111410416459760&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112111410416459760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112111410416459760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/07/auto-da-barca-do-inferno-i-episdio-do.html' title='Auto da Barca do Inferno I (episódio do Fidalgo)'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-112086453677183595</id><published>2005-07-08T23:37:00.000+01:00</published><updated>2005-07-09T00:17:00.233+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abre os olhos. Sente o mundo. Sente cada pequeno barulho vindo da rua, aquele ruidinho incessante: carros a passar, cães a ladrar, elevadores a subir e a descer, chaves rodando numa fechadura. E para ti, com o mundo a bater-te na cabeça, cada ruido é uma dor aguda que te percorre a testa. Até mesmo o barulho da caneta. Tic-tac. O barulho do relógio: Tic-tac. Os barulhos e as dores dando sinal a cada minuto. Tic-tac. Sentas-te nas escadas do colégio, procuras um lugar tranquilo para ficar. Tentas esquecer o mundo, mas sabes que é inútil. Pior do que o ruido de todos os relógios de casa em unissono. Os risos das crianças lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tu? Que fazes? Ficas sentada num degrau, esperando que a dor passe. Elas lá fora, a diversão. Tu, cá dentro, sozinha, a tua testa brincando contigo. Sádica, essa testa. Gosta de te ver sofrer. Sádica, a testa... Acompanha cada dor. Os teus ouvidos não colaboram contigo. Pedes-lhes para se taparem, para se quebrarem, para te deixarem viver um pouco num mundo de silêncio, e eles... fazem-te ouvir risos. Lá fora, apenas risos. Estarão a fazer troça de ti? Não sabes ao certo, mas sentes como se todos se tivessem aliado para dar cabo de ti. A dor, essa, nunca pára. E a tua testa, sádica, ri-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Fiz este texto há um ano e tal... Estava num dia mesmo mau. Almocei, sai de casa e fui para o colégio... Subi as escadas, sentei-me, peguei num caderno e numa caneta, e saiu isto.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-112086453677183595?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/112086453677183595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=112086453677183595&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112086453677183595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/112086453677183595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/07/abre-os-olhos.html' title=''/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111990486311857516</id><published>2005-06-27T21:40:00.000+01:00</published><updated>2005-06-27T21:41:03.126+01:00</updated><title type='text'>Espera!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não...! Não partas já, fica mais um bocadinho aqui comigo... Só nós os dois, sem mais ninguém à nossa volta. Ninguém para nos incomodar, para tentar quebrar a barreira entre o mundo que todos vêem e o que nós criamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nosso mundo. Aquele recanto escondido que se cria a cada vez que as nossas almas se tocam, os nossos corpos se aproximam... O mundo que mais ninguém pode sentir, porque é só nosso... Porque só faz sentido quando nós somos tu e eu. Porque não seria o mesmo se tu e eu não fossemos "nós".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, meu Anjo, não te vás embora. Fica aqui comigo no nosso mundo... Só mais um bocadinho. Para aproveitar todos os momentos antes que nos roubem um segundo que seja. Para olhar para ti só mais uma vez antes de ter que dizer adeus... Para não morrer de saudades tuas tão cedo, mal me afastar um passo de ti. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando fores... Volta depressa, por favor. Mas não fiques longe muito tempo. Continuo a precisar das tuas asas de Anjo para poder voar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111990486311857516?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111990486311857516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111990486311857516&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111990486311857516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111990486311857516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/06/espera.html' title='Espera!'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111892421126644423</id><published>2005-06-16T13:16:00.000+01:00</published><updated>2005-06-16T13:28:01.350+01:00</updated><title type='text'>A piece of sci-fi...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;At first, it looked like a normal depot. If only she hadn’t heard those metallic sounds… Luckily, she had her shotgun with her. On those days, people couldn’t afford to risk their own lives. Actually, she had already heard stories about robots that could think without human interference, although no one really believed in them.&lt;br /&gt;But the proof was right in front of her: fifteen robots working together on what seemed to be a larger robot in construction. Probably a mass destruction robot that could put the human race in danger… And there was no one to keep an eye on them. She noticed that the robots were connected to a large but unprotected power source.&lt;br /&gt;“They may be on low battery…” she thought.&lt;br /&gt;She took her shot. A single bullet could damage the whole system, the robots wouldn’t be able to restore their batteries and she could use the advantage to kick their butts. But as the bullet got near the power source, a blue sphere surrounded it. A shield! No wonder why it seemed so unprotected!&lt;br /&gt;The robots noticed her presence and started shooting randomly at her direction. She decided that the game had got out of hand, and she ran as fast as she could into the nearest depot.&lt;br /&gt;She stood there, hiding in the shade, hoping they hadn’t followed her… She was scared and exhausted. Therefore, she had to make a great effort to inhale without making any noise. In fact, she had stuck her neck out when she peeked into the depot. She was alone and she had to stand on her two feet. The only thing she could use to help her was the shotgun she was holding tight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(To be continued…)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Don't know why, but writing sci-fi in English makes the whole thing much more easy... I'm sorry if there are mistakes in it, but I'm still waiting for my English teacher to correct it. But I couldn't wait to post it!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111892421126644423?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111892421126644423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111892421126644423&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111892421126644423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111892421126644423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/06/piece-of-sci-fi.html' title='A piece of sci-fi...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111746644287894257</id><published>2005-05-30T16:19:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T16:20:42.880+01:00</updated><title type='text'>Para ti, meu Anjo...</title><content type='html'>Pensei que tivesses partido de vez...&lt;br /&gt;E tinhas. Mas não da forma que pensei... Voltaste, agora já de dia... e de noite também. Voltaste... sem a máscara de escuridão que te ocultava as feições que agora já posso ver...&lt;br /&gt;O teu olhar ainda preso no meu... O teu toque ainda persiste, o teu cheiro agarrado a mim...&lt;br /&gt;O lugar continua a não interessar. Somos só tu e eu... O resto... quem quer saber do resto? Somos só tu e eu, mais uma vez. E esse “nós” que somos é mais do que suficiente para preencher esta vida e muitas outras... Porque te encontrei, meu Anjo...&lt;br /&gt;Assim como me encontraste a mim...&lt;br /&gt;Não te vás embora nunca... Promete-me que não vais... Preciso de ti, meu Anjo... porque te amo...&lt;br /&gt;...para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111746644287894257?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111746644287894257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111746644287894257&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111746644287894257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111746644287894257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/05/para-ti-meu-anjo.html' title='Para ti, meu Anjo...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111746473693485496</id><published>2005-05-30T15:52:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T16:16:05.543+01:00</updated><title type='text'>(Re)encontro</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/134c6a706048a074[1].jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/400/134c6a706048a074%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Havia três anos que fugia de ti. De ti e de nós, da nossa história. Dos dois anos que passamos juntos, das nossas guerras, das nossas vitórias. Fazia três anos que evitava os lugares que frequentavas, os sítios que continuavam impregnados com os nossos momentos. Os amigos que eram nossos passaram a ser só teus... Com o tempo afastei-me desse círculo de amigos, também eles me faziam lembrar a tua presença. Os meus amigos de sempre permaneceram e ajudaram-me a superar a dor. Desliguei completamente do teu mundo de sorrisinhos e criei o meu, bem longe de ti.&lt;br /&gt;Ou pelo menos pensava que o tinha feito.&lt;br /&gt;Desde o dia em que me disseste todas aquelas palavras... palavras que me feriram a alma uma vez mais, me espezinharam o espírito. Porque não tinha sido a primeira vez que aparentemente o teu coração te tinha mostrado um caminho para além daquele que levava à minha porta. Já por uma vez me tinhas posto de parte, pedido um tempo para ter a certeza dos teus sentimentos. Passei noites em branco sem saber se haveria de te dizer que te amava ou se era melhor deixar-te decidir em paz.&lt;br /&gt;Explicaste-me o que sentias com todo o cuidado, tinhas uma ideia do que poderia acontecer caso tivesses escolhido as palavras erradas. Mas por mais que tentasses atenuar as coisas que dizias, não me sentia com forças para passar por tudo outra vez, para ser de novo colocada num canto como segunda escolha. Por mais que te amasse, peguei nas chaves do carro, as lágrimas nos olhos, e saí. Bati com a porta com força, a única forma que arranjei na altura para te dizer que não voltava àquela casa, que não voltava para ti, para os teus braços.&lt;br /&gt;Desde aquele dia, nunca mais quis ouvir falar de ti. Afastei da minha mente todas as informações que alguns me davam sobre ti, tentativas falhadas para me despertar a saudade, invocar as lembranças e fazer reaparecer o amor. Disseram-me que ainda não me tinhas esquecido. Talvez tivesses. Talvez não. Provavelmente, já estarias a seguir o teu caminho, tal como eu tentava encontrar o meu; já terias partido para outra. Afinal, sempre tinhas sido como uma borboleta voando de flor em flor: a tua paixão pousando aqui e ali, com rumo incerto...&lt;br /&gt;Deixei o mais depressa que o meu coração permitiu de especular sobre o teu estado civil. Enganei-me a mim própria forçando-me a acreditar que não me interessava, pouca diferença me faria se estivesses casado com uma mulher exemplar e fosses pai de gémeos. Pus de parte a elaboração de teorias que procuravam quantificar a existência do amor que dizias nutrir por mim. Forcei-me a tratar-nos por "tu e eu" e não por "nós", como o tinha feito durante tanto tempo...&lt;br /&gt;Os sorrisos voltaram aos meus lábios algum tempo depois, a rapariga sorridente que sempre fora.&lt;br /&gt;Uma máscara protegendo-me da minha fraqueza.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa era simples, a voltinha do costume. Um jantar animado no restaurante italiano de eleição, um passeio pelo centro, duas horinhas de cinema se houvesse paciência e o resto da noite na esplanada de um café. Curtir a música e a companhia, uns bons momentos de delírio e gargalhadas sem fim. Na esplanada, ao ar fresco, com as estrelas lá em cima a vigiar-nos. Ou então não.&lt;br /&gt;Na verdade, em fins de Janeiro, as noites estreladas eram uma raridade. E nesta sexta-feira não iria ser excepção. Ainda era de tarde, mas consegui adivinhar a não existência de estrelas pelas nuvens densas e carregadas de cinzento que se aproximavam... Fiz figas para que não chovesse. As nossas noites eram demasiado especiais para serrem arruinadas por gotículas irritantes. Não iriam ser aquelas nuvens insignificantes que iriam deitar abaixo os nossos planos - por mais repetitivos que fossem.&lt;br /&gt;Saí e deixei o carro na garagem, apetecia-me andar e desprender-me de maus hábitos poluidores. Ser mais uma vez parte da cidade, pertencer ao grupo de formigas obreiras que se movimentam sem cessar, numa louca correria. Gente a correr para casa, pessoas a correr para apanhar o autocarro, uma multidão apressando-se para o seu destino, fosse ele qual fosse. Desci calmamente a rua por entre encontrões e empurrões descuidados. Observei pela milionésima vez as montras, já as conhecia quase de cor.&lt;br /&gt;Começou a escurecer e as ruas desertaram um pouco. Jovens adeptos de saídas à sexta-feira à noite aglomeravam-se em pequenos grupos juntos a restaurantes de comida rápida - era esse o lema de alguns: ingerir comida de plástico num curto espaço de tempo para seguir depois numa corrida desenfreada às bebidas espirituosas e disfrutar no dia seguinte da agradável companhia de uma ressaca. Peguei no telemóvel para telefonar à Rita. Agindo de forma quase automática, premi sem sequer pensar as teclas do número dela, enquanto pondeava se ia virar numa rua qualquer mais à frente para parar num café, questão de comprar um pacotinho de bolachas para me entreter no caminho. Cheguei à caixa do voice mail e liguei-lhe outra vez. Era sempre assim, só à segunda é que ela ligava ao telemóvel. Finalmente, dignou-se a atender.&lt;br /&gt;- 'Tou, Rita? - perguntei - Tudo bem? Olha, estou a caminho... Vou só fazer aqui um pequeno desvio, encontrar um café qualquer para matar a goludice, 'tá?&lt;br /&gt;Ao que ela respondeu que desde que não me atrasasse, podia fazer todos os desvios que quisesse. Pelos vistos, a Maria ainda estava em casa a fazer sabe-se lá o quê.&lt;br /&gt;- Não te preocupes, Rita. A Maria não há de chegar antes de mim.. Não é desta que vais concretizar o teu sonho de me dar um sermão por atraso! - concentrei-me em tirar a carteira da mala enquanto avançava para virar a esquina - é num instante, não me vou demo---&lt;br /&gt;Com o impacto, o telemóvel caiu, a capa saltou e a bateria soltou-se. Abençoadas máquinas que caem e não partem: basta juntar as peças de novo. O diskman ao lado é que não parecia estar em tão bom estado. Balbuciei um "Desculpe... deixe estar que eu apanho!", enquanto me tratava mentalmente de idiota por não prestar atenção ao caminho e por ter arruinado o leitor de CD's a um rapaz que não tinha culpa nenhuma de circular nas mesmas ruas que uma desastrada como eu. Apanhei os destroços do acidente e entreguei-os ao proprietário sem olhar para ele, ainda procurando fragmentos no chão. A minha busca foi interrompida quando o rapaz pronunciou uma única e só palavra que me fez sobressaltar:&lt;br /&gt;- Raquel?&lt;br /&gt;Endireitei-me logo de seguida, observando o que estava à minha frente... A miragem de uma memória que pensava estar enterrada... Olhei-o de alto a baixo. Os mesmos olhos castanhos escuro, os mesmos lábios, os mesmos cabelos negros, a mesma estatura, as mesmas mãos... Por momentos, acreditei. Estaria o destino a cruzar os nossos caminhos mais uma vez, a dar-nos uma segunda hipótese? Esbocei um largo sorriso enquanto me erguia para chegar à tua altura, olhar-te nos olhos. Talvez estivesse escrito que assim iria ser, que aquele cliché dos encontros numa esquina poderia ser para nós um novo começo, um ponto de partida para uma nova história. A continuação da nossa história...&lt;br /&gt;Mas não. A parede de betão que era o meu sorriso desmoronou-se, como um vidro estilhaçando-se em milhares de fragmentos, quando me percebi que já estavas acompanhado. E que companhia, comparada comigo. Era alta, os cabelos castanho claro e lisos (como eu não tinha... os meus caracóis já me tinham vencido na batalha para os dominar), os olhos azulados. Todas as esperanças que tinha criado naqueles escassos segundos foram abatidas quando o meu olhar cruzou o dela; todas aquelas ideias repentinas, apenas ilusões e devaneios loucos.&lt;br /&gt;Parecias surpreendido por me ver. De certa forma, tinhas razão, já se tinham passado três anos. Três anos sem nos cruzarmos uma ínica vez... Porquê agora? E porquê, pergunto, porque é que aquela criatura - aquela perfeição, segundo pensaria a maioria da população masculina - tinha que estragar a minha visão...? Desejei que ela lá não estivesse, que me tivesse deixado partir com aquele pensamento agradável, embora irreal... Sim, agradável. Ainda não tinha conseguido livrar-me de pensamentos dirigidos para a tua pessoa, por mais que me tentasse convencer do contrário.&lt;br /&gt;Senti o perigo de lágrimas a acumular-se nos olhos, tal como bombas-relógio prestes a explodir. Pela segunda vez, fugi de ti. Ainda te ouvi, chamando pelo meu nome... Mas não te respondi. Não me virei para te dizer adeus. Fui-me embora, mais uma vez. Corri, as bombas-relógio explodindo aos poucos, enquanto fugia pelas ruas que me levariam até casa. Não podia, não podia deixar que quebrasses o meu mundo. O meu mundo...&lt;br /&gt;Talvez não fosse assim tão meu quanto o achava ser. Talvez tivesse chegado a hora em que perderia o controle dos acontecimentos. Tinha sido o que cá tinhas vindo fazer: mostrar-me que a qualquer momento, a minha paz podia ser perturbada. Talvez tinha sido isso que me abalou, e não tanto a tua presença - e a da tua acompanhante.&lt;br /&gt;Cheguei a casa e fechei a porta atrás de mim. À chave. Com duas voltas. A estúpida necessidade de se sentir protegido de algo que nem uma porta blindada pode parar: as tão badaladas lembranças. As recordações, o sentimento de culpa e de perda, o remorso... Deixei as lágrimas fluir livremente; já não tinha ninguém a observar-me, ninguém para testemunhar a minha derrota. Tentei retê-las, sem sucesso. Agora que estava sozinha, nada as impedia de sair, de exprimir a minha dor, a minha raiva.&lt;br /&gt;Raiva de ti. Por continuares na minha cabeça, por conseguires pôr de pernas para o ar o meu mundo, que criei longe de ti.&lt;br /&gt;Raiva de mim. Por te deixar continuar na minha cabeça, por ter criado um mundo tão fraco que basta o teu aparecimento para o destruir. A minha frágil e ilusória redoma de vidro...&lt;br /&gt;Fiquei encostada à porta, aguardando que as lágrimas se decidissem a parar. Esperando que eu me decidisse a ficar mais calma. Dispersar os pensamentos que estavam todos voltados para ti...&lt;br /&gt;Reparei no telemóvel que continuava em peças separadas no meu bolso. Peguei nele mais uma vez, relutante. Tinha sido por causa dele que tudo tinha acontecido. Se não lhe tivesse pegado, talvez tivesse tomado atenção... Afastei essa ideia. Afinal, estava dentro de casa, fechada à chave. Com quem é que poderia chocar? Juntei as peças e liguei-o, enquanto me deixava escorregar pela porta até ficar sentada no chão. Os olhos ardiam, mas pelo menos já não pareciam um riacho com pressa para desaguar. Apenas fungava, quieta no meu recanto, limpando vestígios de lágrimas que ainda persistiam em aparecer.&lt;br /&gt;Uma luzinha acendeu-se na minha mão. Era uma mensagem. Da Rita. A anunciar, radiante de alegria, que a Maria já tinha chegado.&lt;br /&gt;Os soluços e fungos foram de repente substituidos por um pequeno sorriso e um riso abafado. Não me tinhas vencido. Podias ter abalado o meu mundo, fazê-lo estremecer por momentos; mas os alicerces do meu mundo continuavam ali à minha espera, no nosso restaurante do costume, prontos a ajudar-me a reconstruí-lo.&lt;br /&gt;Levantei-me e peguei nas chaves do carro. Não iriam ser aquelas nuvens negras que iriam estragar a nossa noite... e muito menos a tua memória. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: Sigit Prasetio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Enviei este texto para um concurso e, mais uma vez, não foi aceite... E tenho suspeitas do "porquê". Porquê? Porque este tipo de textos não faz mesmo o meu estilo... É demasiado leve, puxa pouco pelos sentimentos. Escrevi isto e acabei por lhe dar o meu toque mais pesado, mais carregado com sentimentos. E eles não gostam, porque gostam de tudo levezinho. Ou então porque a minha escrita é um atentado à boa escrita. Mas acho que é mais pelo facto de não conseguir escrever contos leves, com sentimentos levezinhos. Se quiserem, comparem este conto ao "Uma Luz na Escuridão", que também está aqui postado. E vejam o horror que é para mim não poder mergulhar nos sentimentos mais profundos... E depois uma pessoa faz cortes, cortes e mais cortes naquilo que é sentimento, e depois saem estas coisas... E depois é óbvio que os senhores juris não gostam! Enfim. Agora armem-se em juris de uma editora qualquer e façam do vosso juizo. Mas não me mandem uma cartinha pré-escrita. Meu deus... ainda estou chocada com o cartão laranja que levei. E esta do "cartão laranja" é só para o pessoal muito à frente que também levou com um. Cambada de forretas.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111746473693485496?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111746473693485496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111746473693485496&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111746473693485496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111746473693485496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/05/reencontro.html' title='(Re)encontro'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111624880830944274</id><published>2005-05-16T14:05:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T14:08:25.666+01:00</updated><title type='text'>Apareceste?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apareceste... Pela última vez, segundo o que me disseste. Pensei que estivesses a brincar, mais uma das tuas brincadeirinhas inocentes... Mas esse teu olhar escuro que não vi - apenas senti - mostrou-me que não era esse o caso. O que foi que me disseste? Já não me lembro ao certo... Só sei que me abraçaste com força, com tanta força que parecia que me ias desfazer no teu abraço. Não me querias deixar? Então, porque foste embora?&lt;br /&gt;Tinha chegado a hora de partir. Seria? Então porquê estas visitas a meio da noite, porquê estas esperanças todas de algum dia te poder ver as feições, olhar-te nos olhos? Porquê, se agora partirias sem te mostrares?&lt;br /&gt;Disseste que vir-te-ia um dia destes... Sem a chuva, sem a máscara de brumas que te rodeava. Quando? Quando é que alguma vez iria saber quem és?&lt;br /&gt;Desapareceste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez sem deixar rasto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111624880830944274?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111624880830944274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111624880830944274&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111624880830944274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111624880830944274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/05/apareceste.html' title='Apareceste?'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111478068330581978</id><published>2005-04-29T14:18:00.000+01:00</published><updated>2005-04-29T14:22:55.536+01:00</updated><title type='text'>"O mundo quer-me mal porque ninguém"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Sara%20Clark%20-%20cradled.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/400/Sara%20Clark%20-%20cradled.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O mundo quer-me mal porque ninguém&lt;br /&gt;Tem asas como eu tenho! Porque Deus&lt;br /&gt;Me fez nascer Princesa entre plebeus&lt;br /&gt;Numa torre de orgulho e de desdém. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Porque o meu reino fica para além...&lt;br /&gt;Porque trago no olhar os vastos céus&lt;br /&gt;E os oiros e clarões são todos meus!&lt;br /&gt;Porque eu sou Eu e porque Eu sou Alguém! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O mundo? O que é o mundo, ó meu Amor?&lt;br /&gt;- O jardim dos meus versos todo em flor...&lt;br /&gt;A seara dos teus beijos, pão bendito... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços...&lt;br /&gt;- São teus braços dentro dos meus braços,&lt;br /&gt;Via Láctea fechando o Infinito. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Florbela Espanca &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Reino, voando por este nosso mundo...&lt;br /&gt;Com asas brancas que me deste no segundo&lt;br /&gt;Em que os nossos olhares se cruzaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(ai este poema... é demasiado bonito. Tanto que para o trabalho de Português (benditas aulas!) tivemos que fazer mais uma estrofe e foi esta última que saiu... Gosto e ao mesmo tempo não gosto. Façam do vosso juizo.)&lt;br /&gt;Img: Sara Clark&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111478068330581978?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111478068330581978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111478068330581978&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111478068330581978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111478068330581978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/04/o-mundo-quer-me-mal-porque-ningum_29.html' title='&quot;O mundo quer-me mal porque ninguém&quot;'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111374537016045795</id><published>2005-04-17T14:20:00.000+01:00</published><updated>2005-04-17T14:42:50.160+01:00</updated><title type='text'>Quem és?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem serás tu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem és tu para me invadires a mente mais uma vez...? Para me abraçares, me beijares, unir as nossas mãos... de novo? Para me fazeres sentir mil e uma sensações enquanto não estou consciente... Mais viva que nunca... Mais alegre que sempre... Mais amada que sempre...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem és tu, para me tocares como me tocas... sem me deixar descobrir o teu rosto... saber quem és. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está a chover. É de noite. O resto não interessa. Como da outra vez... Arranjaste uma nova maneira de te esconderes, essa tua capa que nos cobre aos dois. Tão perto... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tento descobrir o teu rosto com as mãos, subo devagar, esperando que não te apercebas. Os meus dedos frios traem o meu percurso pelo teu pescoço quente... Ficas nervoso, pegas-me nas mãos... mostras-me silenciosamente que as minhas encaixam perfeitamente nas tuas... Que quererás tu dizer com isso...? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Insisto, peço te mais uma vez... apenas um vislumbre... Negas-me o meu único pedido e abraças-me com mais força. Sei que te estás a despedir... mas que virias de novo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo menos, deixa-me uma prova da tua existência...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desapareceste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ainda consigo sentir o teu abraço...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111374537016045795?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111374537016045795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111374537016045795&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111374537016045795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111374537016045795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/04/quem-s.html' title='Quem és?'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111342712802301294</id><published>2005-04-13T22:18:00.000+01:00</published><updated>2005-04-14T13:39:21.986+01:00</updated><title type='text'>Esperarei por ti</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Tranquility_by_larafairie[1].jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; WIDTH: 382px; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid; HEIGHT: 279px" height="281" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/400/Tranquility_by_larafairie%5B1%5D.jpg" width="344" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sinto-me presa,&lt;br /&gt;Num lugar apertado,&lt;br /&gt;Pensando no que seria a proeza&lt;br /&gt;De te ter a meu lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me esquecida,&lt;br /&gt;Como que arrumada&lt;br /&gt;Num canto do teu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Quem ocupa o meu lugar?&lt;br /&gt;Quem me roubou o trono&lt;br /&gt;Do reino da tua alma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puseste-me num altar,&lt;br /&gt;Junto dos teus outros troféus...&lt;br /&gt;Mas guardaste-a a ela,&lt;br /&gt;Na sala mais valiosa,&lt;br /&gt;A sala dos mil céus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti de lutar,&lt;br /&gt;De lutar por aquilo&lt;br /&gt;Que não me podes nem queres dar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esperarei sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chuva!&lt;br /&gt;Ao sol!&lt;br /&gt;Ao vento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperarei sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Até que se acabe o alento.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://larafairie.deviantart.com/"&gt;Lara Jade&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111342712802301294?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111342712802301294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111342712802301294&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111342712802301294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111342712802301294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/04/esperarei-por-ti.html' title='Esperarei por ti'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111290974515340979</id><published>2005-04-07T22:35:00.000+01:00</published><updated>2005-04-10T13:37:13.346+01:00</updated><title type='text'>À criança que outrora fui...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Helpless_Prayers_by_epiphany[1]1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" height="378" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/400/Helpless_Prayers_by_epiphany%5B1%5D1.jpg" width="356" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Minha pequenina,&lt;br /&gt;Espero que estejas bem e que esta carta chegue ao teu coração ainda a tempo. Ainda não me conheces, mas há de chegar o dia em que me conhecerás melhor que ninguém. Bastará olhares para ti e ver-me-ás. Já fui igual a ti, com o tempo perceberás porquê...&lt;br /&gt;Sei que muito do que vais ler não vai fazer muito sentido para ti, talvez não entendas, mas prometo-te que na altura certa, estas poucas palavras te ajudarão. Talvez então consigarás conhecer-te. E, ao mesmo tempo, conhecer-me também...&lt;br /&gt;Não sei que idade tens agora... Resta-me esperar que não sejas nem demasiado nova, nem demasiado crescida. Espero que ainda aí possas passar um inverno, fazer bonecos de neve com as tuas amiguinhas no pátio da escola, para que esta carta não te faça mal. Talvez um dia percebas porquê. Não te sei dar uma resposta que compreendas agora. Mas não tenhas pressa de crescer.&lt;br /&gt;Crescer... Essa vontade que até eu tenho. Mas quando penso em ti, vejo que não vale a pena. Para te ser sincera, por vezes tenho inveja. Lembro-me de ti, sem medo do futuro, a menina reguila que aproveita todos os dias ao máximo, sem preocupações... Por isso, minha pequenina, continua sempre assim. Olha sempre em frente, faz os teus planos para o que ainda há de vir mas não os compliques. Por vezes, tornamos problemas faceis em bichos de sete cabeças.&lt;br /&gt;Nunca desistas, pequena. Nasceste assim teimosa, porquê mudares? Segue o que o teu coração te manda, não deixes que os outros estraguem o que tens de tão precioso: a tua personalidade. Chegará a altura em que vais ter que aprender a gostar de ti própria. Mas haverá sempre alguem que te ame do teu lado, pronto a estender-te a mão para te ajudar a levantar quando caires. E essas pessoas gostarão de ti pelo que és, com as tuas qualidades, mas também com todos os pequenos defeitos que - tal como tu - aprenderão a gostar e respeitar.&lt;br /&gt;Muitas pessoas cruzar-se-ão no teu caminho. Pessoas que adorarás, pessoas que amarás. Pessoas que odiarás. Mas todas essas pessoas, as que amares e as que odiares, ajudar-te-ão na tua maior descoberta: encontrares-te a ti própria. Aprenderás a aprender com os erros...&lt;br /&gt;Lembra-te sempre que, como dizia o outro, a vida é uma peça de teatro improvisada...&lt;br /&gt;Um beijo daquela que é tu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu possível eu. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://epiphany.deviantart.com/"&gt;Heather Elizabeth&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111290974515340979?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111290974515340979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111290974515340979&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111290974515340979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111290974515340979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/04/criana-que-outrora-fui.html' title='À criança que outrora fui...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111247674858275687</id><published>2005-04-02T21:56:00.000+01:00</published><updated>2005-04-02T22:19:08.583+01:00</updated><title type='text'>Crueis...</title><content type='html'>Já vi isto há quase uma hora e as imagens ainda passam pelos meus olhos como um filme de terror. Não consegui ver tudo. Nem cheguei a metade, sequer. Fiquei demasiado horrorizada e chocada... Connosco. Com aquilo que o homem pode ser. Cruel. Vejam pelos vossos olhos... Não aconselho a pessoas sensíveis... Até eu, que já vi dezenas e dezenas destas campanhas de sensibilização, fiquei chocada (pela milionésima vez...).&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.animal.org.pt/bo/conteudos/index.php?noticia_id=282"&gt;ANIMAL apresenta Fátima Lopes&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Agora digam-me só como é que pode haver gente desta... &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111247674858275687?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111247674858275687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111247674858275687&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111247674858275687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111247674858275687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/04/crueis.html' title='Crueis...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111238725859213489</id><published>2005-04-01T21:27:00.000+01:00</published><updated>2005-04-10T13:39:19.146+01:00</updated><title type='text'>Não vou acreditar...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Lia%20Sile.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/Lia%20Sile.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- A minha explicação é simples e rápida. Mas peço-te que não acredites, preciso de ti como sempre foste. Não te quero preocupada. Quero a minha namorada como sempre foi: a rapariga que eu conheci na praia este Verão, de cabelos loiros ao vento, sentada na areia, despreocupada do resto do mundo... Lembro-me, eras só tu e o mar. Mais ninguém podia entrar nesse mundo que tinhas criado por momentos.&lt;br /&gt;- Deixei-te a ti, entraste no teu mundo. Passamos a ser tu e eu, com o mar atrás de nós...&lt;br /&gt;- Sim. Mas o cancro não ficou neste mundo quando segui para o teu... Ele acompanhou-me, tal como me acompanha agora.&lt;br /&gt;- Cancro?&lt;br /&gt;- Sim, amor. Perguntaram-me se queria tentar quimioterapia de novo, desta vez no estrangeiro... mas recusei. Não quero passar os dias que me restam preso a uma cama devido a um maldito cancro do pulmão. Sei que não tenho mais hipóteses. Vou morrer. Vou acabar por deixar este mundo que criaste. Mas quero... quero que quando partir, quero que sejas de novo feliz.&lt;br /&gt;A rapariga tinha a face inundada em lágrimas, e apenas um fio de voz lhe saiu da garganta:&lt;br /&gt;- Feliz? Como queres que seja feliz se tu morreres, paixão? Eu amo-te, e só ao teu lado serei feliz. Não me deixes, amor. Não agora, não me deixes... - implorou ela.&lt;br /&gt;- Por mim. Sê feliz. Ama outra pessoa, como me amas a mim. Ama outro felizardo. Ama alguém que não te faça sofrer.&lt;br /&gt;- Estás a pedir-me que te esqueça? - perguntou ela, soluçando.&lt;br /&gt;- Não, linda. Longe de mim. Vou cá estar sempre ao pé de ti, para te ajudar. E onde quer que esteja, amar-te-ei. Não penses que quero que esqueças o que passamos juntos, porque não quero. Quero que te lembres de nós os dois, que tenhas orgulho daquilo que fizémos, daquilo que criamos... Para que no futuro te lembres de mim com um sorriso nos lábios, que aproveites a vida, que sejas feliz... como se não tivesse morrido.&lt;br /&gt;A rapariga olhou para ele, e com a mão livre limpou as lágrimas, tentando acalmar-se.&lt;br /&gt;- Fazes isso? - insistiu o rapaz.&lt;br /&gt;- Por ti. Vou... ser feliz. Aquilo que quiseres.&lt;br /&gt;- Vais deixar a porta do teu mundo aberta quando eu sair?&lt;br /&gt;Ela desviou o olhar. Não conseguia mirar-lhe as feições como dantes fazia, doia-lhe demasiado. Saber que o iria perder num futuro próximo fazia com que se sentisse à beira de um abismo. Mas amava-o. Amava-o acima de tudo.&lt;br /&gt;- Amor? Amor, olha para mim, por favor - pediu o rapaz.&lt;br /&gt;- Sim, farei. Tudo isso. Porque te amo. E não quero, nem vou acreditar no que me disseste nesta linda tarde de sol.&lt;br /&gt;O rapaz tirou a carteira do bolso das calças e deixou umas moedas em cima da mesa. Ambos se levantaram e, de mãos dadas, caminharam em direcção ao mar, em silêncio, comunicando com o olhar.&lt;br /&gt;O mundo resumia-se a aquilo: o rapaz, a rapariga, e o mar atrás deles. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://seafairy.deviantart.com/"&gt;Lia Saile&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111238725859213489?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111238725859213489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111238725859213489&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111238725859213489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111238725859213489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/04/no-vou-acreditar.html' title='Não vou acreditar...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111228992743398895</id><published>2005-03-31T18:25:00.000+01:00</published><updated>2005-04-10T13:41:02.630+01:00</updated><title type='text'>You</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/stuckinlove.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000066 1px solid; BORDER-TOP: #000066 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000066 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000066 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/stuckinlove.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;I'm sorry I possibly made you cry&lt;br /&gt;I thought you were just someone new&lt;br /&gt;I was blind, I don't know why&lt;br /&gt;But all I could think about was you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For a chance you asked&lt;br /&gt;But it was still too much for me&lt;br /&gt;I got a love to forget, a love from the past&lt;br /&gt;I was blind and you were too distant for me to see...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sitting at the window at night&lt;br /&gt;Illuminated by the stars light&lt;br /&gt;With all my feelings I couldn't stop to fight&lt;br /&gt;I didn't knew the difference between wrong and right&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was it wrong to disappear?&lt;br /&gt;Was it right to suffer?&lt;br /&gt;You've fought away all of my fear&lt;br /&gt;But you were still a stranger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One night, by full moon&lt;br /&gt;When I was thinking about a dream&lt;br /&gt;About a world of doom&lt;br /&gt;I just wanted to scream&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Then your words calmed me down&lt;br /&gt;You saved me once again from all the pain&lt;br /&gt;My life turned upside down&lt;br /&gt;You can't imagine how I felt ashamed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was free to love who I wanted to&lt;br /&gt;I've wiped my tears away&lt;br /&gt;And inside myself I saw you&lt;br /&gt;Just like I see you today&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Until that day I was wrong&lt;br /&gt;When I lay in the Darkness just to hide&lt;br /&gt;After all, it made me strong&lt;br /&gt;And I feel better 'cause I'm by your side &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://subterfugemalaises.deviantart.com/"&gt;Sue Anna Joe&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111228992743398895?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111228992743398895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111228992743398895&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111228992743398895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111228992743398895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/03/you.html' title='You'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111227820082276592</id><published>2005-03-31T15:10:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T16:27:53.106+01:00</updated><title type='text'>Deaths a release... Not a punishment.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/f7ed37e70952e591[1]3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #aaaaaa 2px solid; BORDER-TOP: #aaaaaa 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #aaaaaa 2px solid; BORDER-BOTTOM: #aaaaaa 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/f7ed37e70952e591%5B1%5D3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;The nurse's steps echoed in my head, my nightmare again! My blood pressure went high as I saw the shot laughing at me, almost teasing my fortune...&lt;br /&gt;She entered the dark room, and I pretended to be asleep, trying to avoid that huge syringe, with its yellow liquid inside. My blood had tasted it before, a strange feeling all over my body for the next few hours after taking the shot. As the liquid ran inside me, it used to make me feel bad sensations. In one second, it was feeling like if I was a freezing iceberg, in another, like boiling lava. Shot after shot, the pain was getting stronger. Each time, I felt even weaker. Only weakness, I couldn't even dream about fighting the power that that syringe contained. My forehead burning, eyes swelling, bones seemed to break. When that happened, trying to move was a total waste of time and strength.&lt;br /&gt;She stopped in front of my bed and looked up at the file fixed at its bottom. I felt like that syringe was addressed to me, although she passed by and bent down over the bed next to mine. The boy shuddered as the needle touched his skin. I thought about how horrible it was to wake up with a needle digging the flesh, leaving the poison inside us. I turned myself quietly, to watch what that nurse was doing, as if I was moving while dreaming. I could barely open my eyes, still affected of the sleeping pill of yesterday. She was administering some sort of drug to the boy next to me.&lt;br /&gt;Suddenly, the nurse turned around, approaching her face to mine. She was so close; I could feel her trimmed breath. She stared at me for at least two minutes, when I was trying to seem as quiet and calm as I could: breathing in, breathing out, always the same rhythm. She looked to the thin strings that were tying me to bed, probably checking if they were well tied up. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Strangely, I felt my legs being set free, as she removed the strings. She opened my mouth and let a tablet inside; maybe she was thinking I would swallow it. But I haven't done as she wanted to. Instead of leaving me alone, she pressed my nose and covered my mouth with her other hand. I quickly understood that she wouldn't take them off unless I had swollen then pill. And so I did. I closed my eyes and tried to hold on, without a clue of what could happen next. A furious pain ravaged my head and I began to feel sleepy.&lt;br /&gt;When I opened my eyes, I only saw light. My eyes had a hard time when adapting themselves to the lights. I was stuck on a chair, my arms tied up with handcuffs. I saw that nurse again - her eyes immersed in a lake of tears -, and a middle-aged man. I dissimulated the fact that I was awake, the blonde nurse was walking nervously around me.&lt;br /&gt;- She was awake... She saw everything. The syringe, the drugs. She wanted to spill the tablet, sir. - She said.&lt;br /&gt;- I told you to be careful, didn't I? - informed the middle-aged man.&lt;br /&gt;- Yes, sir, but...&lt;br /&gt;- There are no buts. You will pay the consequences. But now... We have to neutralize this little accident, or else we'll have to deal with this young lady in a few hours. There are many chances that she knows everything about the deadly virus we have implanted on her - and on everyone else. Can you imagine what could happen if people outside heard about this? No one can know we use those silly kids to serve us as lab rats. Do you understand? If somebody knows about this, our plan will be ruined and this hospital will be no use, then. Not even to cure a headache, or that old lady's backache in the second floor! We will lose all our credibility. The virus must work until the end of the winter. It's a shame we have to kill this lady, but we cannot take another risk.&lt;br /&gt;I stopped to pretend that I was asleep.&lt;br /&gt;- You're crazy! - I shouted, struggling hard with that chair, hoping it would break or open my handcuffs, but it was useless. The metal was hurting my wrists. The chair swung, however it didn't broke into at least two pieces, as I wanted. - You're totally insane!&lt;br /&gt;- I am a skilful scientist, - he said, spiting his words - that's why I offer you a scientific death.&lt;br /&gt;I felt something piercing my body; they were injecting some painful shot. Quick death was waiting for me. Running through my veins, the poison was doing its job. What was it like, to die? Pain, pain, pain! Couldn't I know any other kind of feeling? The virus was eating me inside, the same sensations as the nurse's shots used to bring me. It was angry, it wanted its revenge, and it wanted me to pay for all the time that I've resisted its attacks... I was so weak, my head hanging from my neck; I had lost all my strengths. My body was throbbing, the virus consuming me, it wanted me to die. I was dying, all my body wasn't responding to my orders, I was almost shouting at it to move, to ignore the poison, the pain, everything.&lt;br /&gt;I went almost open-mouthed when I realized the pain had disappeared. Wasn't I dead? They were laughing around me. Yes, I was dead. Or at least, my body was; I moved my hands, they were free from the handcuffs; I could get up and reach the door, run away! But... What was that? I was leaving the room, but I was still tied up to the chair. There was two of me!&lt;br /&gt;He was there, too. The man at the other side of the room. He was wearing black clothes, which were making him standing out in the middle of the doctors, because they were all in white. He was the only one that was watching the real me. Not to the dead body, as the rest of them were doing, but to the living spirit near the door. He walked in my direction and when e arrived, he sat on the ground. I did likewise. We stayed there, watching the others. They were running all over the place, erasing all the evidences that could proof my murder.&lt;br /&gt;- You see... - the man said - They're always in a hurry. They cannot understand that death is a release, not a punishment. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://blueblack.deviantart.com/"&gt;Natalie a.k.a BlueBlack&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(I ought to say that this is a very old (about one year old, meh!) text... some sort of crappy composition we had to work on and then read it for the class. But still, I haven't read it (coz the teacher forgot to ask us to read... what kind of teacher forgets THIS? Who on earth forgets ART? Okay, okay. This is not Art. It's just a silly X-Files style old text.), so... if there are mistakes unleashed out there... blame HER!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111227820082276592?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111227820082276592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111227820082276592&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111227820082276592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111227820082276592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/03/deaths-release-not-punishment.html' title='Deaths a release... Not a punishment.'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111210616034399976</id><published>2005-03-29T15:22:00.000+01:00</published><updated>2005-04-10T13:56:31.173+01:00</updated><title type='text'>Medo de um futuro incerto...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/1024/63279[1]1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/400/63279[1]1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Medo desse corredor escuro que parece não ter fim... Do caminho em labirinto, medo de percorrer o desconhecido...&lt;br /&gt;Apenas uma luz ténue me permite ver o que me rodeia. Apenas saber dez passos em frente. O futuro continua no escuro... As portas que aparecem, como que mostrando-me outro caminho senão o que leva à escuridão, também delas sinto receio. Tenho medo de abrí-las e entrar, medo de saber o que encerram... Medo das barras de ferro que impedem a saída, medo da porta se fechar atrás de mim.&lt;br /&gt;Sinto-me aterrorizada pelo sangue na parede, o sangue no chão... Não posso seguir sem passar por ele. Penso em avançar, fugir da porta que me ameaça. Mas o medo persiste, não sei se abrir a porta e enfrentar a escuridão para encontrar outro caminho, se continuar em frente e provar a dor na cor viva do sangue, ouvir os gritos de ajuda silenciados por esse mesmo sangue ainda fresco, o perigo sempre presente... O perigo de enfrentar o desconhecido...&lt;br /&gt;Mais à frente, uma luz ainda mais fraca. Que me dá alguma esperança e confiança, consigo distinguir dois vultos, outras duas saídas possíveis... Uma luz... a cinquenta passos na escuridão.&lt;br /&gt;Não posso voltar atrás, o passado está encerrado... O presente divide-se entre uma porta ameaçadora e um corredor do qual não sei o fim...&lt;br /&gt;E o futuro, apenas a ideia de uma possível saída. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://antifan-real.deviantart.com/"&gt;Gary Tonge&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111210616034399976?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111210616034399976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111210616034399976&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111210616034399976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111210616034399976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/03/medo-de-um-futuro-incerto.html' title='Medo de um futuro incerto...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111109377813766955</id><published>2005-03-17T21:09:00.000Z</published><updated>2005-04-10T13:58:57.753+01:00</updated><title type='text'>Muralhas de bruma que te corroem o pensamento</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Telynohn.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/Telynohn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enterras a cabeça na areia, escondes-te por detrás de uma coisa que sabes que não te vai proteger... Sabes muito bem que ela também é cobarde. Sabes que, mais cedo ou mais tarde, ela vai fugir, desaparecer, deixando-te sozinho, indefeso face aos teus medos. E aí, o que te resta? Resta-te a tua própria força.&lt;br /&gt;Mas não a tens. Recusas-te a usá-la. Pelo contrário, decides esconder-te por detrás de outro círculo vicioso. Esconder-te da primeira barreira de areia que construiste para te defenderes. Barreira essa, logo destruida com a primeira onda da manhã. E assim por diante, constrois barreiras... ao contrário. Constrois-las no sentido oposto. Em vez de te afastares, cada barreira construida está mais próxima do mar, varrida com mais facilidade...&lt;br /&gt;Como se tentasses construir um castelo de cartas em plena tempestade. Essas muralhas de bruma negra que te corroem o pensamento...&lt;br /&gt;Só te cabe a ti decidir...&lt;br /&gt;Continuar a construir barreiras de areia ou enfrentar esse mar de receios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: &lt;a href="http://enayla.deviantart.com/"&gt;Linda Bergkvist&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111109377813766955?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111109377813766955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111109377813766955&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111109377813766955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111109377813766955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/03/muralhas-de-bruma-que-te-corroem-o.html' title='Muralhas de bruma que te corroem o pensamento'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111040285017700933</id><published>2005-03-09T21:13:00.000Z</published><updated>2005-03-09T21:14:10.180Z</updated><title type='text'>Confusa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguma vez já se sentiram assim, confusos?&lt;br /&gt;A confusão que não vos deixa dar um passo, não vos deixa pensar, não vos deixa escolher o caminho a seguir? E agora é a confusão entre soltar os sentimentos ou não... Guardá-los dentro da caixinha que sou eu própria, deixando que eles me matem um pouco mais; ou deixá-los à solta, aliviar um pouco mais da dor, com a consequência de que alguns poderão não gostar?&lt;br /&gt;Não sei... Digam-me vocês.&lt;br /&gt;O que será a liberdade de expressão se não podemos usufruir dela, nem mesmo para deixar no vento algumas palavras sobre os sentimentos? Serão os sentimentos algo a guardar para nós, para esconder de todos...? Algo do qual devemos fugir, esconder-nos, evitar, de modo a que sejamos sempre “aquela com um lindo sorriso nos lábios”...? Não é tão mais lindo um sorriso sentido?&lt;br /&gt;Já não sei... Digam-me vocês.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Confusa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111040285017700933?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111040285017700933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111040285017700933&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111040285017700933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111040285017700933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/03/confusa.html' title='Confusa'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-111020478670873501</id><published>2005-03-07T14:11:00.000Z</published><updated>2005-04-17T14:18:52.406+01:00</updated><title type='text'>Desaparece...</title><content type='html'>Pedi-te que não voltasses nunca mais. Aceitaste o meu pedido, com a maior naturalidade que era tão própria de ti... A tua sinceridade, a espontaneidade... Essas qualidades que te pertenciam e que julgava conhecer tão bem...&lt;br /&gt;A parte que desconhecia, era essa tua crueldade súbtil. Essa crueldade dissimulada quando voltaste atrás nas tuas palavras e decidiste voltar. Não “voltar” para mim, também não era esse o meu desejo. Não era e nunca será. Mas voltaste. Apareceste e ficaste ali, gozando a tua crueldade, quase adivinhando os meus pensamentos, a minha vontade de fugir... Dizes que não tenho coração... Mas não serás tu que tens falta de um? Quem, senão um ser sem alma e sem coração, ficaria de bom grado a observar os outros sofrer...? Quebraria com a maior das facilidades uma promessa tão simples...?&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Este texto foi alvo de TANTA crítica... critica destruitiva, como é óbvio! Pessoas que se sentem afectadas e não percebem o verdadeiro sentido de um blog, como já foi explicado nos comments... Acho que a garrafita de ódio ainda permanece, se bem que mais dissimulada agora. E... apesar de me terem chamado de mil e uma coisas (entre elas, de ser... "mimada"?), o texto voltou. O que podem dizer acerca de mim já não me aquece nem me arrefece... essas opiniões são-me totalmente indiferentes. O que eu queria mesmo dizer com isto tudo, é que... bem, já me estou a repetir. Não vale a pena dizer. Mas podem classificar o texto como estando arquivado. Se quiserem, leiam. Se não gostarem... paciencia. Sejam felizes. E à unica pessoa que tenho receio de magoar com a "re-publicação" deste texto, peço IMENSAS desculpas, mas teve que voltar para aqui. Mais um post e desaparece da página principal... De qualquer forma... adoro-vos. E por "vos", quero dizer, as pessoas que me apoiam incondicionalmente... Afinal, como dizia o outro: de que nos serve a liberdade se não temos liberdade para errar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-111020478670873501?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/111020478670873501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=111020478670873501&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111020478670873501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/111020478670873501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/03/desaparece.html' title='Desaparece...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110876349218038708</id><published>2005-02-18T21:51:00.000Z</published><updated>2005-02-18T21:58:33.336Z</updated><title type='text'>"A pele salgada, o cheiro a mar."</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Dormir%20no%20mar.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/Dormir%2520no%2520mar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cega de tanto amor,&lt;br /&gt;Mergulhei no profundo do teu olhar.&lt;br /&gt;Uma brisa marítima, o teu suave rumor.&lt;br /&gt;A pele salgada, o cheiro a mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deambulei pela água doce,&lt;br /&gt;Mas como onda que vai e vem,&lt;br /&gt;Selvagem, indomável por ninguém,&lt;br /&gt;Partirias quando o momento certo fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiste.&lt;br /&gt;Embora tivesses marcado a tua presença&lt;br /&gt;Num beijo suave e triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a todo o momento revejo,&lt;br /&gt;A promessa que deixaste naquele beijo,&lt;br /&gt;De que voltarias em breve.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: Autor desconhecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Peço imensa desculpa pela repetição do tema principal presente no texto "Dir-me-ás o teu nome?", mas foi isto que saíu no momento... Talvez também porque foi meio "forjado" à força, para um trabalho de Português... Sabem que eu e os poemas, os poemas e eu... Não conseguimos criar-mo-nos um ao outro com facilidade.) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110876349218038708?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110876349218038708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110876349218038708&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110876349218038708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110876349218038708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/02/pele-salgada-o-cheiro-mar.html' title='&quot;A pele salgada, o cheiro a mar.&quot;'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110824463576566220</id><published>2005-02-12T21:43:00.000Z</published><updated>2005-02-12T21:49:21.020Z</updated><title type='text'>A Pedra da Lua (parte 1)</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/Watchful%20Eyes%20in%20the%20Wild.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/Watchful%20Eyes%20in%20the%20Wild.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dormia num sono profundo, protegida pelos guardiões da noite. Tinham-na pedido de volta, em troca da protecção e de um retorno seguro para fora da floresta. Em noites de Lua cheia, os Lobos atingiam o seu esplendor, não antes sem passar por um doloroso processo de mutação, adquirindo proporções humanas. Carne rompendo, ossos estalando, numa combinação perfeita entre Homem e Lobo.&lt;br /&gt;Tal transformação poderia ter o efeito inverso, não estivesse a Pedra da Lua nas mãos erradas.&lt;br /&gt;Conscientes da ameaça que constituiam, uma comunidade tribal tinha trocado a Pedra da Lua por um mero pedaço de prata, guardando a pedra original num local seguro. Sem a Pedra da Lua por perto, os Lobos eram vulneráveis. Esta tinha o poder de permitir aos Lobos regressar à sua forma primitiva, mas sem ela no santuário, ficavam presos no seu corpo meio humano, meio canino. Indefesos, não podendo dissimular-se sob a aparência de um animal selvagem, os Lobos - como se auto-intitulavam, repudiando a designação de "lobisomem" - ficavam expostos a qualquer arma de prata. A própria Pedra da Lua era de prata... apenas um humano poderia fazê-la regressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elhiana não os tinha visto. Ouviu as vozes na sua mente, os seus pedidos de ajuda. Mas também sentia os seus passos rápidos e leves à sua volta... ou seria apenas a natureza em movimento? Acreditou. Fazia-a sentir mais confiante, acreditar que, algures naquela floresta, Lobos a seguiam, defendendo-a e, mesmo assim, precisando dela. Fazia-a sentir-se menos perdida.&lt;br /&gt;"Em frente... Sempre em frente... Ouví-los-às, a eles, a eles e aos seus tambores, às suas fogueiras, aos seus gritos bárbaros..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: webshots.com  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110824463576566220?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110824463576566220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110824463576566220&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110824463576566220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110824463576566220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/02/pedra-da-lua-parte-1.html' title='A Pedra da Lua (parte 1)'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110798518649172387</id><published>2005-02-09T21:37:00.000Z</published><updated>2005-02-09T21:39:46.490Z</updated><title type='text'>Dir-me-ás o teu nome?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apareceste. Ali. O lugar já não interessa. Não olhei para ele, não me lembro sequer da paisagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas estavas là. Estavas perto, senti a tua presença. Estavas là. Mas não te vi. Só te senti... Aproximaste-te devagar, rodeaste-me com os braços.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não te vi. Estava de costas. Mas senti... a tua respiração quente no meu pescoço... as palavras que sussuraste...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não fizeste nada, deixaste-te estar. Estávamos ali - não me lembro onde -, juntos, quietos. Apenas estávamos juntos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria ver-te, descobrir o teu rosto, saber quem és. Recusaste... Disseste que não da forma mais doce que só tu sabes fazer. Tapaste-me os olhos e pousaste um beijo leve nos meus lábios...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando destapaste o meu olhar, já não là estavas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinhas partido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas voltarias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixaste nos meus lábios a promessa de que voltarias...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E da próxima vez, quando voltares, dir-me-ás o teu nome?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110798518649172387?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110798518649172387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110798518649172387&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110798518649172387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110798518649172387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/02/dir-me-s-o-teu-nome.html' title='Dir-me-ás o teu nome?'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110743870994249380</id><published>2005-02-03T13:46:00.000Z</published><updated>2005-02-03T13:54:02.866Z</updated><title type='text'>E se, por um mais breve momento que fosse, fosses ele?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Acordas do teu sono pesado, levantas lentamente a palpebra... A escuridão rodeia-te, não fazes ideia de onde estás. Sentes algo aos teus pés. O que será? Mexes-te um pouco para ver do que se trata, mas não consegues. Estás preso. As coisas aos teus pés são cordas. Cordas mal feitas, apertadas aos tornozelos, demasiado apertadas... Debates-te para escapar, mas não consegues... Cada uma das cordas que te aprisiona está firmemente ligada a uma árvore forte. Não percebes o nó, não o consegues desfazer, parece-te uma raíz enrolada à tua volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Puxas com mais força, soltas um grito de desespero quando te apercebes de que também as tuas mãos estão atadas com as mesmas cordas... Cordas que já foram usadas antes, banhadas com o sofrimento daquele que tinha passado por elas antes de ti...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles repararam. Repararam que tens força, e que precisam de te acalmar... De te mandar calar e obrigar-te a ficar quieto. Porque foram eles que te adormeceram à força. Foram eles que te levaram para aquele lugar estranho. Foram eles que te tiraram do teu meio, te afastaram dos teus...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tocam-te. Tocam o que jamais deviam ter tocado, o que jamais terias permitido que tocassem... Ficas cada vez mais nervoso, mais alerta. Com medo. Batem-te, gritam, soltam rugidos aterradores, furam-te a pele dura com coisas pontiagudas que nunca tinhas visto antes... Tu também gritas, gemidos de dor, as lágrimas escorrem-te pela face. E eles continuam... Falam entre eles, não entendes o que dizem, nunca ouviste nada igual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tortura continua pela noite fora, até que exausto, cais. Estás vivo, mas exausto. Escorre-te sangue, lentamente, pelas tuas feridas. Mas a ferida maior não era essa. Era saber que se tentasses debater-te mais uma vez, eles voltariam. Era saber que o preço da tua sobrevivência era a perda da tua liberdade...” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já alguma vez se puseram na pele dele? Suponho que se perguntam quem seriam se a personagem principal foosem vocês, quem era “ele”... Quem era ele e o que teria feito para merecer tal castigo. Respondo-vos: o que ele fez, foi existir. A única coisa que fez, foi ser como é. Ser aquilo que é. Pois “ele” era um elefante. Na realidade, uma fêmea. Soa estranho mas... ser elefante em certas regiões do mundo é o mesmo que ter um bilhete de ida (só de ida) para o Inferno. São usados como “ajudantes de trabalho”. Pode parecer muito bonito, a cooperação entre espécies. E na verdade é bonito à primeira vista, não fossem os rituais realizados para ensinar o animal. Apenas o toque do homem na sua pele causa-lhe a pior das impressões... Animais que nunca tinham sido tocados antes, nunca com tanta ousadia, apenas alguns arranhões de um predador, numa vida ou noutra. Animais... Que acabam por ser menos animais que o homem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O texto ali em cima foi o que passou num documentário na televisão. Misturado com um sonho (pesadelo) que tive depois de o ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chamem-me de alguém demasiado sensível, de só me chocar com o que se passa com os animais. Mas acreditem. Não queiram estar no lugar deles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peço desculpa se o texto é confuso. Mas também peço que percebam que qualquer criatura nas mãos desses bárbaros sem escrúpulos ficaria com a alma num turbilhão de pensamentos confusos sem conexão. Peço desculpa pela confusão outra vez...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110743870994249380?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110743870994249380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110743870994249380&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110743870994249380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110743870994249380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/02/e-se-por-um-mais-breve-momento-que.html' title='E se, por um mais breve momento que fosse, fosses ele?'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110691486981185360</id><published>2005-01-28T13:09:00.000Z</published><updated>2005-01-28T12:21:09.810Z</updated><title type='text'>Enganar os sentimentos...</title><content type='html'>Pois é... Cá estou eu de novo... "Só e abandonada" lol&lt;br /&gt;Foram là todos para a viagem là para os confins de Espanha, e eu fiquei por cá. A tentar cumprir tarefas que me atribui, mas que não consegui começar ainda... Tenho que arranjar coragem. Talvez hoje à tarde consiga.&lt;br /&gt;Estive durante a manhã a ler o blog do meu maninho. Não mano de sangue, mas por afinidade. Que acaba por contar mais que apenas um ADN semelhante. Surpreende-me o facto de algumas pessoas conseguirem conter tanta raiva, ao ponto de passarem seis meses e conseguirem deixar fluir os sentimentos como se fosse o primeiro dia... Há quem o consiga fazer. O que não é o meu caso... infelizmente. Preferia mil vezes conseguir fazê-lo, em vez de os enganar... Enganar os sentimentos, desprezá-los, para que passem a ser indiferentes ao meu ver. E a rapariga louca, sempre com um sorriso nos lábios, como diriam alguns, seria alguém muito diferente caso não conseguisse disfarçar os sentimentos segundo a minha vontade. Ou talvez seja cobardia. Talvez não. Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110691486981185360?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110691486981185360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110691486981185360&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110691486981185360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110691486981185360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2005/01/enganar-os-sentimentos.html' title='Enganar os sentimentos...'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110426205265295963</id><published>2004-12-28T19:27:00.000Z</published><updated>2004-12-28T19:31:22.326Z</updated><title type='text'>Forças da Natureza</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/640/seashell.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/218/2785/320/seashell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa época tão feliz como é - ou melhor, como devia ser - o "pós-Natal", sorrisos aqui, sorrisos acolá, talvez estejam à espera de um texto poetico, como sempre foi o meu estilo, a minha onda. E não, o "onda" não é apenas uma simples expressão, não foi calhar no meio deste palavreado por mero acaso.&lt;br /&gt;Dia 26, um dia após o Natal e também dia de anos do meu Pai, tivemos mais uma prova de que o Homem manda tanto ou menos na Terra que um grão de areia. A visão do corpo inerte de uma criança nos braços de um sobrevivente não deixa ninguém indiferente. Um forte abalo sismico, de 9.8 na escala de Richter provocou no sul e sudoeste asiático mais de 55 mil mortos e cerca de 30 mil desaparecidos. Do sismo, originou-se um tsunami (maremoto) que varreu cidades e pequenas ilhas, como conchinhas arrastadas na praia. Reina agora a dor, o sofrimento e a angústia depois do terror. Crianças desaparecidas, pais desesperados, famílias desmoronadas. As imagens passadas pela televisão comprovam-no.&lt;br /&gt;Disto apenas podemos concluir uma coisa. Não importa as novas tecnologias, os novos inventos do Homem. A Natureza encontra sempre maneira de impor o devido respeito. Arma alguma pode abater tal força, força essa que não escolhe vítimas, sejam elas inocentes ou pecadoras... Nisto somos criaturas impotentes perante a Natureza, apenas mais uma das suas criações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Img: Autor desconhecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110426205265295963?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110426205265295963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110426205265295963&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110426205265295963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110426205265295963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2004/12/foras-da-natureza.html' title='Forças da Natureza'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-110140266357370518</id><published>2004-11-25T17:07:00.000Z</published><updated>2004-11-26T08:18:18.490Z</updated><title type='text'>Pedaço de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"As mãos frias, geladas. Por mais que as esfregasse, o frio voltava. Mas elas eram apenas uma pequena amostra do que o seu coração sentia. Cada vez mais gelado, sentia-o desfalecer numa morte suavemente penosa. Doía-lhe, mas adormecia pouco a pouco, arrastando-a para a berma de um abismo, da qual não tinha forças para se salvar.&lt;br /&gt;Tão pouco tinha motivos para se agarrar às últimas pedras que encontrava pelo caminho, as poucas âncoras que a poderiam prender à vida. A desilusão fora uma chama que transformou o amor que se dizia tão forte como um bloco de gelo num riacho de lágrimas que lhe fluia agora entre os dedos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não fazer muito sentido a para quem esteja a ler. Mas simplesmente encontrei um pedaço de papel perdido entre as páginas do meu diário com este desabafo, e gostei de o ler de novo. Fez me sorrir quando me apercebi que até nas piores situações há sempre alguém amigo que nos dá a mão e nos ajuda a levantar. Pode ser que se identifiquem com o que escrevi há uns tempos atrás, que olhem em vosso redor e vejam uma mão amiga. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-110140266357370518?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/110140266357370518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=110140266357370518&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110140266357370518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/110140266357370518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2004/11/pedao-de-mim.html' title='Pedaço de mim'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-109810594756172727</id><published>2004-10-18T14:20:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T14:25:47.560+01:00</updated><title type='text'>Preciosidade Líquida</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="WIDTH: 303px; HEIGHT: 202px" height="339" src="http://server5.uploadit.org/files/Naerei-RexSteyskal.jpg" width="307" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Água, pura e translúcida. Forma de ser cristalina, choro triste dos céus.&lt;br /&gt;De novo, a Terra chora um chorrilho de gotas límpidas, dando à luz pequenas lagoas circulares, mares que galgam montes e vales de areia, riachos tomando o seu curso, fuindo por entre as ervas do campo.&lt;br /&gt;Cada lágrima dos céus torna-se num baile precioso, dançarinos vestidos com cristais e diamantes de brilho incomparável e pureza imaculada. Natação sincronizada, formam ondas de reflexos cambiantes, pequenos montes e vales de delicadeza extrema. Quais safiras australianas, jades, águas marinhas, turquesas, malaquites e esmeraldas; o que são elas, comparadas com a riqueza presente numa simples gota de água...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem: Rex Steyskal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-109810594756172727?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/109810594756172727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=109810594756172727&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109810594756172727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109810594756172727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2004/10/preciosidade-lquida.html' title='Preciosidade Líquida'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-109519921595494986</id><published>2004-09-14T22:55:00.000+01:00</published><updated>2004-09-14T23:07:27.996+01:00</updated><title type='text'>"Deixa-me..."</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 432px" height="432" src="http://server5.uploadit.org/files/Naerei-dorian_cleavenger13.jpg" width="158" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tinha-a usado e partido sem deixar rasto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas a sua memória continuava presente para relembrar o acontecido. A cara escondida por detrás da boneca de trapos, ela deitava-lhe olhares amedrontados, certificando-se de que ele lhe estava a virar costas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que finalmente a deixara em sossego.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tinha feridas e no entanto, sangrava. Todo o seu espírito gritava por ajuda entre lágrimas de desespero. Lágrimas que já não escorriam, um rio seco de tanto fluir. A mágoa ficara. O cansaço também. O seu coração espezinhado largava a fúria lentamente, como uma esponja vertendo água a mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Vai-te embora. Afasta-te de mim!”, gritava ela secretamente nos confins da sua alma, as palavras ressoando em todo o seu ser. “Não voltes...” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Considerando-se vencedor, lançou-lhe um sorriso trocista antes de partir. Viera e magoara-a. Partira e deixara o vazio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela não desviava o olhar, uma presa ameaçada por uma fera que decidia se ia ou não continuar a caça. Continuar a tortura. Pôr fim à existência da sua presa. Um tigre de dentes e garras poderosos que poderia atacar a qualquer instante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O seu sorriso sádico fitava-a de alto a baixo, percorrendo o corpo frágil e indefeso. Riu-se alto quando passou pelo sangue que escorria pelo pulso que ela tentava estancar no vestido branco. A pureza manchada. A boneca de trapos desfeita, a memória da sua inocência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A porta estava aberta. “Sai, vai-te embora. Deixa-me em paz.”, murmurava ela sem cessar, encostando-se à parede, impedindo-se de cair. Impedindo-se de voltar a ceder à tentação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, porque houvera momentos bons. Cada sorriso, cada palavra, por mais fútil que fosse, dava-lhe esperanças, forças para persistir numa batalha que ela sabia estar perdida. Um simples cumprimento fazia-a subir ao céu, mas a razão veio ao de cima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor que ela sentia continuava à porta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À porta do seu coração. Sem saber se partir ou ficar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela suplicou-lhe pela última vez que partisse. Pediu-lhe que se fosse embora e deixasse a porta fechada a sete chaves para que fosse poupada a um novo sofrimento. Para que não tivesse que amar outra vez. O seu sorriso. As suas palavras despreocupadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Uma utopia”, pensou, deixando a ingenuidade de parte. Nunca poderia alcançar o que desejava, apenas palavras e gestos interesseiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Deixa-me! – gritou ela, a voz rouca e fatigada.Já não possuia nada. Ele tinha-lhe sugado todo o tipo de sentimentos. Sentiu-se oca, vazia, sem forças. Cerrou os olhos, entregando-se à sua mercê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Satisfeita, a sanguesuga pousou a mão na porta, e ouviu-se o ranger da mesma. A luz do quarto fugia através dela, a escuridão apoderando-se da jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ruido cessou. Ela ainda sentia a luz bater-lhe nos olhos. Abriu-os de novo. Ele já não estava, o amor tinha partido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a porta estava entreaberta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-109519921595494986?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/109519921595494986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=109519921595494986&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109519921595494986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109519921595494986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2004/09/deixa-me.html' title='&quot;Deixa-me...&quot;'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-109388153399515126</id><published>2004-08-30T16:53:00.000+01:00</published><updated>2004-08-30T19:23:11.346+01:00</updated><title type='text'>Uma Luz na Escuridão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perdido no escuro. É assim que me sinto quando o Sol se levanta e o dia se apresenta. Os dias solarengos são, para mim, uma noite escura, uma noite sem estrelas. Um céu negro coberto de nuvens carregadas de nada, o vazio permanente. Viver no escuro, sem qualquer ponto fixo por onde olhar, nenhuma referência onde possa prender o olhar. A imaginação é o pouco que me resta; o pouco que não me chega, o pouco insuficiente que não me deixa satisfeito. Julgava algum dia poder abrir os olhos e ser cegado pela luz do Sol, a luz dourada de que tanto falam, o rápido reflexo num fechar de olhos. No entanto, mal abro os olhos para o céu, num dia de Verão, continuo a olhar fixamente, em busca de alguma diferença naquilo que vejo habitualmente. À procura de algo que não seja negro. Algum raio de Sol que furasse a cortina escura que insiste em manter-se à minha volta, ocultando tudo o que se passa em meu redor. Os dias assim são, atento ao mais pequeno ruído, um barulho mais alto arrepia-me os pêlos dos braços.&lt;br /&gt;“O toque...”&lt;br /&gt;O toque divino, a sensação debaixo dos dedos. O tumulto de sentimentos ao sentí-la aflorar a minha pele. As suas mãos, longos dedos finos e suaves, fadas que a cada toque despertam magia. O meu Raio de Sol, tudo aquilo que alguma vez desejara ver. Mas o véu preto abate-se sobre os meus olhos, impedindo-me de ter a visão perfeita.&lt;br /&gt;Os cabelos sedosos, da cor do Sol.&lt;br /&gt;O meu mundo diurno da escuridão transforma-se em tons de cinzento esbatidos ao caír da noite. Os olhos fechados, o corpo adormecido. É nesses momentos que vivo; vivo atrasado no tempo, é certo, mas a minha vida tem mais sentido nos meus sonhos. Apenas quando estou aparentemente inconsciente consigo recuperar parte do meu sentido perdido há muito. Consigo, nesses momentos, ter uma vida completa. Tudo o que se passa durante os meus dias obscuros volta para mim nos meus sonhos, mas desta vez, a minha vida é completada com alguma visão, pois embora só consiga ver a triste cor acinzentada, posso reviver os meus momentos de ternura, os tempos em que estou furioso. Poder ver as expressões faciais, os traços próprios de cada um.&lt;br /&gt;Um jantar, duas velas cujas chamas bailavam ao som da música clássica, um som de fundo que incrustava um ambiente romântico na sala. Ela preparara tudo aquilo para mim. A mesa disposta com todo o cuidado, a decoração escolhida com o melhor gosto possível. Não necessitava de tanto aparato. Afinal, sou um homem cego! Qual seria o cego que se iria importar com as velas, com a mesa bem decorada, com o feitio do seu vestido? Na altura, apenas senti o leve calor das pequenas chamas, o seu perfume fresco, a sua voz suave que me faz lembrar algo doce. E a sua mão, estendida por cima da mesa, encontrando a minha. Os nossos dedos entrelaçados durante algum tempo. Todo este cenário se tornou mais acolhedor quando, na noite cerrada, o meu corpo não reagia a nada que viesse do exterior.&lt;br /&gt;Pude observá-la, a preto e branco, como diriam alguns. A sua expressão mostrava serenidade e curiosidade. Os seus olhos escuros e grandes tentavam captar a atenção dos meus, que permaneceram impassíveis. Averiguava com minúcia a minha face, esboçando um leve sorriso de contentamento. Não deixava de me perscrutar silenciosamente, o que me fez sentir um pouco desconfortável. Mas saber que era ela fez desaparecer essa sensação, e acima de tudo, era a minha vez de ter algum prazer ao olhar para ela. O vestido curto delineava-lhe o corpo, como se tivesse traçado uma linha à volta, de modo a destacá-la de tudo quanto nos rodeava. Os seus cabelos lisos e compridos pareciam cintilar à luz das velas, enquanto a sua mão livre estava ocupada a enrolar uma madeixa em torno do dedo, completamente descontraída. A comida estava a arrefecer nos pratos, mas nenhum de nós se mostrou preocupado em iniciar a refeição. Estávamos ali um para o outro, e apenas isso bastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordar, volta a decepção habitual que, embora aconteça a cada vez que acordo, me apanha sempre de surpresa. A esperança de poder vir a vencer a minha deficiência visual está sempre no seu auge antes de abrir os meus olhos para o mundo. Mas outra, e outra vez, a decepção acaba por chegar quando me aprecebo que se trata de apenas mais uma ilusão. O meu mundo escuro de volta. Apenas sinto como se fosse um prisioneiro desta escuridão que não me larga, me prende as mãos e as pernas com correntes apertadas para que eu não tenha qualquer oportunidade de escapar, fugir por entre o nevoeiro que me ofusca o olhar; como se tivesse sempre uma venda amarrada à cabeça, tapando os meus olhos e que, mesmo tendo a possibilidade de os abrir e poder ver as cores espalhadas pelo universo, a venda me reprimisse os olhos e me impedisse de ter algum contacto com o mundo visual.&lt;br /&gt;Sentir os pequenos grãos de areia debaixo dos pés enquanto sigo atrás dela, debaixo do calor do Sol. A praia, o seu local favorito, segundo ela. Podia ouvir os barulhos das crianças a chapinhar na água, pais babados entretidos na construção de castelos de areia, bebés regozijando de alegria nas suas piscinas de água morna construídas há minutos. Ela diz-me para eu me sentar. Obedeço, e sinto o calor do astro-rei que anseio ver. Está perto, isso consigo eu sentir.&lt;br /&gt;Mas ela levanta-se e propõe-me um mergulho. Prefiro ficar e sinto a intensidade do calor a diminuir, à medida que ela se afasta. O calor atenua, mas está presente. Acompanha-me sempre, para onde quer que eu vá. Mesmo perseguido pelo nevoeiro cerrado, o seu calor consegue transpôr essa barreira e ajudar-me a aguentar todo este tempo sozinho, neste mundo onde nada consigo ver.&lt;br /&gt;Enquanto ela aproveita alguns minutos na água, não deixo de pensar na felicidade dos outros, no quão pouco eles valorizam os seus sentidos. Será que alguma vez experimentaram tapar os olhos e reflectir? Verificar a diferença que ocorre quando perdemos a visão. Um apuramento rápido dos outros sentidos, os sentimentos mais profundos do que antes. Tudo passa a ter um significado. Sentir-se um peixinho vermelho a fazer bolinhas à superfície, trancado num aquário. Como se procurando uma saída pelo aquário redondo, sem nunca se cansar. Assim como aquela esperança que desperta cada mísero dia e que me provoca, mostrando-me o quão me tornei fraco, no quanto estou dependente do toque, do paladar, da audição e do olfacto. Tudo isso se torna numa espécie de sexto sentido que me permite imaginar tudo aquilo que me rodeia de dia, enquanto espero pela verdaderia visão de noite. Eles nem sonham o que é, e até me posso considerar com sorte, tenho algum prazer ao sentir-me mais normal, mais próximo do mundo real, enquanto durmo.&lt;br /&gt;Posso ouví-los rir e correr pela praia. A audição dos seu risos esganiçados provoca-me uma dor aguda. Nunca gostei da praia diurna, a praia de Verão em que todos se deitam na areia, exibindo os seus fatos de banho, correndo de um lado para o outro, viagens preguiçosas da toalha até à água salgada do mar.&lt;br /&gt;Apenas o seu lado nocturno me transmite a paz e tranquilidade que necessito. Aliás, foi numa dessas noites que a conheci.&lt;br /&gt;Enquanto estava num mundo aparte, concentrado no som das ondas do mar, melodia impressionante das entranhas dos oceanos, as águas tumultuosas, as ondas a rebentarem na areia, tentando alcançar um pouco mais de terra, ganhando terreno para dar lugar à maré cheia. O cheiro a maresia foi súbitamente trocado por um outro, súbtil e doce. Embora não a conseguisse ver, senti o seus passos demorados na areia, e de repente, o seu calor ao meu lado. Uma hora inteira sem dizer uma palavra foi o que aconteceu depois, a cegueira fez-me aprender a ouvir o resto do mundo sem dizer uma palavra. Libertar-me um pouco do meu nevoeiro escuro e poder participar noutro, onde o nevoeiro fosse menos denso. Estava a precisar de alguèm, e ela ali estava, sentada ao meu lado, à espera que eu falasse. Não me conhecia de parte alguma, mas no entanto estava ali, pronta para mim. Não abri a boca até que ela iniciasse conversa. Não me agradava escolher um tema.&lt;br /&gt;- Costumo cá vir todas as noites. Admirar este pôr do Sol, tão bonito. Ajuda-me a pensar... – murmurou ela, a voz um sussuro, uma brisa passageira.&lt;br /&gt;- Como é? – questionei, a voz baixa. Senti que falar mais alto poderia ser um insulto a todos os belos sons que estava a ouvir. – Passo os dias nesta escuridão, não tenho a oportunidade de o ver, mas quando pergunto a alguèm que o tenha visto, não me sabem responder. Como se nunca tivessem parado para deitar um olhar ao Sol, como se não se lembrassem de como é. Apenas me dão duas palavras: redondo e amarelo. A segunda não significa nada para mim.&lt;br /&gt;Seguiu-se um silêncio. Só se devia ter apercebido do meu estado naquele preciso momento. Mecheu-se um pouco, imaginei que se estivesse a defender do vento frio que acabara de passar com algum vagar por nós, abraçando-se a si-própria. Suspirou, e as suas palavras fluiram num murmúrio, a água de um riacho sem pressa para chegar ao destino.&lt;br /&gt;- Preocupa-me saber que tão poucas pessoas se interessam pela beleza das coisas mais simples. Talvez não tenham tempo para olhar. Talvez não se importem. Nunca perderam nada, não precisam de se agarrar a algo que seja belo. Ou talvez não sejam tão sensíveis à beleza do Sol. Mas quer mesmo saber o que é para mim o Sol? Um foco de luz, a esperança que se espalha, que leva a claridade para todos, e nos ilumina o espírito. Da cor de um dia feliz, a cor quente e agradável ao olhar. Um brilho intenso que nos fere os olhos. Mas bom de se passar a visão por cima. Pergunto-me o que se passa com esta gente que já não liga ao Sol. Mas parece que encontrei alguèm que consegue ver para alèm do astro sem vida própria. Uma luz na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se riem na praia, aproveitando este belo dia de Sol, segundo algumas pessoas comentam à minha volta. Mas será que é mesmo do Sol que estão a falar? Ou apenas do rico dia de lazer que lhes poderá proporcionar? Nenhum deles olha para ele para pensar quais as sensações que tão belo astro lhes transmite, em vez de pensar mil e uma coisas que podem fazer por estar sol, e consequentemente, haver as condições propícias para um jogo de golfe nos campos verdes e bem relvados, ou uma partida de volei aquecidos pela luz quente. Falo do Sol, mas o mesmo acontece com tudo o que faz parte daquilo que é natural.&lt;br /&gt;Magoa-me, saber que poderia ser um deles. Poder ser um deles e, acima de tudo, poder aproveitar a visão. A dor, não uma dor física, mas algo que me perturba, vem e não se vai embora. Permanece agarrada, faz-me sofrer. E todos se riem e são felizes sob o calor tórrido. Será que se estão a rir de mim? Será que se estão a rir da minha desgraça, do facto de eles poderem alcançar algo que não poderei nunca? Provavelmente não. Mas não consigo evitar esse pensamento, que é de mim que se estão a rir, que sou eu o alvo de chacota, o objecto de gozo. Doi. O fundo da alma sofre, magoando mais do que alguma vez uma dor física o pode fazer. Uma dor que fica, permanece, deixa marcas. Uma dor que se apodera de mim e tem o cuidado de me fazer recordar o quão sou frágil, deslocado no meio da multidão.&lt;br /&gt;Ela está longe. Là em baixo, aproveitando a beleza do panorama. Posso imaginá--la claramente, uma escapatória para a dor. Imagino-a, nadando o mais longe que considera permitido, o longe necessário para deixar este amontoado de gente, uma colónia de formigas irrequietas. Apenas ela e o mar. Ela, o mar, e o céu, divididos por uma linha no horizonte: foi assim que ela me descreveu o seu momento de prazer. Um belo quadro, que infelizmente não posso pintar com cores, mas as palavras, essas, não chegam para demonstrar tão sublime momento. Uma conversa em privado com o mar e o céu. Nunca poderia ouvir aquela conversa: era dela, o seu momento. Era inoportuno se me tentasse intrometer em algo que é apenas dela, só a ela lhe diz respeito, eu não tenho lugar naquele ritual. Não que ela me tenha proibido participar, mas sinto que não é um sítio para mim, não me posso integrar num local que ela conhecera e criara muito antes de me conhecer, assim como ela nem sequer tenta intrometer-se no meu mundo da escuridão. Sim, embora não deseje ficar envolto na cortina negra, este mundo passou a ser meu. É nele que vivo. Tornou-se na minha humilde casa. Uma casa, digamos, pobre, onde nada tem cor, mas um local que por vezes me é agradável. O meu refúgio, o local onde me posso esconder dos meus receios.&lt;br /&gt;O receio de a minha vida nocturna ser apenas o que é no verdadeiro sentido da palavra atormenta-me. Um sonho. Saber que ao abrir os olhos me poderei deparar com uma realidade completamente diferente, caso recupere a visão, assusta-me. Abrir os olhos e ver que os meus sonhos não passam daquilo que são, uma ilusão, uma miragem, seria o mesmo que ver o mundo desabar em meu redor, tudo aquilo que amo, fugindo-me por entre os dedos, as mãos demasiado fracas para tentarem recuperar algo que está prestes a partir. Não me consigo imaginar depois de saber tal coisa. Ver tudo aquilo que eu criara desaparecer, tornar-se fumo e evaporar-se no ar. Seria o fim dos meus sonhos, a perda do meu imaginário. Deixaria de acreditar neles. E em que me poderia agarrar depois? Estou demasiado habituado a poder disfrutar da vida à noite, saber que tudo o que tenho visto até agora é apenas fruto da minha imaginação obrigar-me-ia a reconstruir tudo de novo, aprender a olhar para coisas novas como se sempre as tivesse visto. Apenas o Sol seria uma visão não mudada, o belo Sol de Verão.&lt;br /&gt;Sinto-a voltar, o calor mais perto de mim. Já teria acabado a sua conversa silenciosa com o mar e o céu? De volta a segurança, a âncora defensora, impedindo-me de andar à deriva, afogando-me nos meus medos. Deitado em cima da toalha e de orelha colada no chão, dá para ouvir os seus passos, firmes mas suaves, uma borboleta segura de si própria, pousando aqui e ali, de flor em flor, procurando caminho por entre as toalhas estendidas no chão e castelos de areia.&lt;br /&gt;De repente, sem qualquer aviso, sinto duas pequenas gotas de água. Geladas, quebraram a minha escuta: a borboleta chegou a destino. Diverte-se a fazer-me sombra, talvez pensando que me vou importar com a intensidade diminuida do calor nas minhas costas. Pouco me interessa, a chama interior brilha com mais força dentro de mim, agora que a tenho ao meu lado. A chama que estivera baixa dança novamente, salta, alimenta-se do seu próprio calor e volta a crescer. Ela estende-se ao meu lado sobre a toalha macia, consigo sentir a frialdade do seu corpo. Debaixo dos óculos de sol, fecho as pálpebras que protegem os meus olhos insensíveis, enquanto ganhamos um suposto bronze. Tento adormecer, mas não consigo. O seu corpo frio junto ao meu, a ferver devido ao tempo que estive até ao momento exposto ao Sol, não me deixa descansar. A chama baila freneticamente, e embora esteja calmo, a chama não pára com o seu bailarico, dança, dança, rodopia, salta! Surpreendo-me com o seu entusiasmo, nem o meu coração se dá ao luxo de saltar dessa maneira. Não me permite fechar os olhos e viajar no meu mundo de sonhos, poder ver um pouco daquilo que se passou até agora. Certificar-me que as crianças não se estavam a rir de mim, se a paixão da minha vida tinha mesmo ido ter a sua conversa muda ou se se rendera ao simples prazer de uma braçada no mar, um pequeno mergulho e sessão de preguiça à superfície. Não, ela não é do tipo de pessoa que perde o seu tempo nisso. Ela prefere outros prazeres, prazeres decerto um pouco mais complicados, talvez incompreensíveis para alguns, mas é uma das poucas coisas que a satisfaz. Deixar que a água a rodeie, que o silêncio humano a liberte, apenas deixando a melodia marinha invadir a sua alma; que o Sol a toque. Talvez ela não queira que eu adormeça escondido atrás dos óculos, daí a sua insistência em não descolar a sua pele fria da minha, procurando um pouco de atenção.&lt;br /&gt;Devagarinho, viro-me, mudo de posição. As costas já me doem de tanta exposição ao Sol, provavelmente me esperam grandes dores quando descobrir alguma queimadura. É sempre assim, o começo de uma dor, apenas quando descobrimos a ferida, a dor se manifesta. Viro-me para o lado onde ela está, à minha esquerda, a criatura esguia e pequena, no entanto, a minha fortaleza. Não que consiga ver muita coisa, irónicamente falando, mas gosto sentir a sua respiração lenta. Tento adormecer de novo, mas não consigo. Algo me impede de alcançar o sonho. Chamo-a, sussuro o seu nome baixinho, num murmúrio, tentando captar a sua atenção. Ela estende o braço e chega-se mais perto, aninhando a face de anjo no meu pescoço, o braço estendido em cima do meu peito. Sinto-me mais protegido. Ficamos quietos e em silêncio por um tempo indefenido. É habitual ser assim, a nossa relação baseia-se antes no toque do que na fala, as nossas conversas são traduzidas em simples gestos e toques. Como acontece agora: os seus dedos passeiam pelo meu pescoço, rumo à cara, ficando perdidas no meu cabelo. Chamo-a outra vez, sem efeito. Parece ter conseguido aquilo que eu não consigo: adormecer.&lt;br /&gt;Á medida que o tempo passa, a vontade de adormecer desaparece, já nem sequer estou virado para esses lados. Mas o cansaço é muito, e mesmo sem vontade, a minha mente acaba por ceder, o meu corpo adormece pouco a pouco, a respiração torna-se mais profunda, levando-me para o meu mundo de sonhos. Espero que o fumo negro se dissipe, dando lugar à minha vida a preto e branco. Nada. Espero mais um pouco. Continua a mesma mancha negra, uma catarata em frente aos olhos da mente. Estarei mesmo a sonhar? Não estarei aínda acordado? O escuro continua presente. O que se passa? Estarei a perder a minha última dádiva? Porquê? Porquê retirar-me a segunda coisa mais preciosa que tenho? Para quê? Com que finalidade? Tanta injustiça, que necessidade tenho eu de perder a visão de novo?&lt;br /&gt;Sinto as lágrimas percorrer a minha face, a alma acorda lentamente. Peço a todos os deuses que possam alguma vez existir que tudo não tenha passado de um pesadelo. Um mau sonho, como qualquer pessoa tem. Posso ouvir a voz dela, chamando o meu nome, fazendo-me acordar do meu estado de pânico. O medo é tanto, tanto, tanto... Cerro os olhos, fecho-os, talvez ela volte. A minha memória, traduzida por imagens em tons esbatidos claros e escuros. Peço que volte, que a cortina negra que se instalou não tenha passado de um pesadelo. Não, não pode ser, não me podem tirar os meus sonhos, não...&lt;br /&gt;Abro os olhos num grito. Todos em meu redor devem ter centrado a sua atenção na minha pessoa. Mas que interessa? O escuro continua, não sai, não desiste, quer levar-me à loucura, quer... preparar-me para a beleza divina. O foco de luz. A esperança que se espalha. A cor quente. O brilho. Toda a magnificiência naquilo que chamam... amarelo, dourado? Seres sem imaginação, não há palavras para descrever o que vejo. Troca por troca. As minhas memórias por uma visão real. Uma troca justa, que me traz finalmente aquilo que em vinte-e-quatro anos não tivera a oportunidade de observar nunca. Tão brilhante! Estendo a mão para lhe tocar, estou perto, tão perto...&lt;br /&gt;A imagem desfoca-se, as nuvens voltam a condensar-se em frente aos meus olhos. Não! Grito de novo do fundo da alma. Não... O escuro volta para me assombrar a vida, vem, tento afastá-lo, mas ele não parte. Já tive a minha hipótese, só me resta render-me ao inimigo. Os meus olhos molhados embarcam num mar de lágrimas, não sei ao certo se de tristeza ou de alegria.&lt;br /&gt;Não, não chorarei mais. Não num dia de Verão como este, um belo quadro pintado com as mais belas tintas, o quadro de ouro, o quadro dourado. Ele e ela, as personagens principais. O astro e o seu ser representante. O Sol e a deusa de cabelos dourados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-109388153399515126?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/109388153399515126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=109388153399515126&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109388153399515126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109388153399515126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2004/08/uma-luz-na-escurido.html' title='Uma Luz na Escuridão'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112667.post-109372267112464047</id><published>2004-08-28T20:50:00.000+01:00</published><updated>2004-08-29T16:48:36.236+01:00</updated><title type='text'>Mensagens no vento</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;Quantas palavras te queria dizer, palavras que sinto mas não saem. Dizer-te os mundos que imaginei para ti, para nós. Gritar o que por ti sinto, sussurar o teu nome... Saltar, abrir as asas e voar até ti, matar as saudades que o tempo criou. Chaciná-las até que sejam apenas uma vã memória coberta de pó. Ao despertar destes pensamentos caio em mim e descubro de novo que estás longe...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Longe... Mas tão perto da alma...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abro a janela e peço ao vento que te leve uma pequena parte de mim. Peço-lhe que arranhe a janela do teu quarto, que rosne furiosamente, que solte uivos desesperados e ganidos submissos; na esperança que consigas entender todo o amor que por ti tenho...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;br /&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112667-109372267112464047?l=wolvensoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wolvensoul.blogspot.com/feeds/109372267112464047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112667&amp;postID=109372267112464047&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109372267112464047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112667/posts/default/109372267112464047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wolvensoul.blogspot.com/2004/08/mensagens-no-vento.html' title='Mensagens no vento'/><author><name>Naerei</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15672202830041616691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
